Diplomata diz que evacuação de brasileiros está mapeada, mas avalia que não há, por ora, necessidade imediata de retirada diante da escalada de tensão no Oriente Médio.
O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, afirmou que o governo brasileiro já dispõe de um plano de contingência para a evacuação de cidadãos brasileiros caso haja uma escalada do conflito no Oriente Médio ou um eventual ataque dos Estados Unidos ao território iraniano. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14), em entrevista à imprensa.
Segundo o diplomata, o plano já foi testado em situações anteriores de conflito e está pronto para ser executado, se necessário. Apesar disso, Guimarães ressaltou que não há indicação concreta, no momento, para a retirada imediata dos brasileiros que vivem no país.
“Nós já temos um plano de contingência, que foi inclusive utilizado durante a guerra. Os planos de evacuação estão traçados, mas até agora não houve qualquer demanda da comunidade brasileira, que é muito pequena”, afirmou o embaixador.
De acordo com Guimarães, os brasileiros que residem no Irã seguem tranquilos e, até o momento, não solicitaram apoio para deixar o país. Ele acrescentou que, apesar do aumento da tensão regional, nenhuma nação iniciou formalmente operações de retirada de seus cidadãos do território iraniano.
O embaixador também relatou que, diante do bloqueio de internet imposto pelo regime do aiatolá Ali Khamenei, a embaixada brasileira tem atuado como canal direto de comunicação entre cidadãos brasileiros e suas famílias no Brasil. Segundo ele, mensagens estão sendo transmitidas ao Ministério das Relações Exteriores para garantir informações básicas sobre a situação de cada pessoa.
“Nós estamos recebendo brasileiros que vão até a embaixada e pedem para avisar suas famílias de que estão bem. Fazemos essa ponte diretamente com o Itamaraty”, explicou.
Guimarães destacou ainda que, embora haja dificuldades de comunicação no país, os brasileiros conseguem se deslocar até a embaixada sem restrições.
O Itamaraty segue monitorando a situação e mantém o plano de contingência em prontidão, enquanto avalia os desdobramentos diplomáticos e militares na região.





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