Morte ocorreu na Aldeia Jaguapiru e é a 5ª registrada no estado em 2026, em meio ao avanço contínuo da doença nas comunidades.
Um bebê de apenas um mês morreu na última terça-feira (24) na Aldeia Jaguapiru, na Reserva Indígena de Dourados (MS), vítima de chikungunya. O caso é o quinto óbito registrado em Mato Grosso do Sul em 2026 e ocorre em meio ao avanço contínuo da doença nas aldeias do município.
A morte do recém-nascido reforça o agravamento da crise sanitária na reserva, onde os casos já passam de 500 indígenas doentes neste ano. O território concentra a maior parte das ocorrências no estado e segue como epicentro da doença.
Mesmo após o aumento expressivo de casos e das primeiras mortes, o cenário nas aldeias permanece sem controle efetivo do mosquito transmissor. Levantamentos apontam que cerca de 26% das residências apresentam larvas do Aedes aegypti, com focos em recipientes como caixas d’água, pneus e lixo acumulado.
A sequência de mortes e o crescimento dos casos expõem a dificuldade de contenção da doença no município. Hospitais em Dourados já operam acima da capacidade, diante da alta demanda por atendimentos relacionados à chikungunya.
A estrutura de saúde disponível dentro da reserva segue limitada, com quatro unidades básicas e seis equipes responsáveis por atender uma população de aproximadamente 21 mil indígenas, o que restringe ações contínuas de prevenção e monitoramento.
Diante do agravamento, foi necessário acionar reforço externo. Equipes da Força Nacional do SUS passaram a atuar em conjunto com o governo estadual e o governo federal, em ações de combate ao mosquito e atendimento aos doentes.
O novo óbito amplia a sequência de mortes registradas na mesma região e confirma a continuidade da crise sanitária nas aldeias de Dourados, com avanço da doença mesmo após o aumento de casos já observado nas últimas semanas.













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