No avião conduzido por Luiz Augusto, à época com 63 anos, policiais do Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) do estado vizinho encontraram 200 kg de cocaína.
O monomotor Cessna Aircraft, de modelo 182P e prefixo PT-IMY, flagrado no interior de São Paulo com carga de cocaína avaliada em R$ 15 milhões, está registrado em nome de piloto corumbaense que já teve o nome envolvido pelo menos duas vezes em esquema de tráfico de cocaína. Hoje com 77 anos, Luiz Augusto de Barros Lima foi preso há 14 em ocorrência muito parecida com a registrada na tarde dessa terça-feira (2), em aeroporto de Ituverava (SP).
Em 2007, o dono da aeronave foi pego, também no interior de São Paulo, pilotando outro monomotor – um Cessna Aircraft 210L, matrícula PT-JIC – abarrotado de entorpecente.
O flagrante de mais de uma década foi num 18 de outubro, em Guararapes (SP). No avião conduzido por Luiz Augusto, à época com 63 anos, policiais do Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) do estado vizinho encontraram 200 kg de cocaína.
Na ocasião, também foram presos o proprietário do avião, José Alcir Batista, o colombiano Thel Castilho Cortes e o paraguaio Carlos Camposano Dias. O piloto sul-mato-grossense alegou que foi contratado para seguir da fronteira com a Bolívia até o interior de São Paulo e não sabia qual era a encomenda, conforme matéria publicada pelo Campo Grande News.
A polícia de São Paulo informou que, contudo, a rota do tráfico estava sendo investigada há três meses e por três dias, os policiais civis montaram campana no Aeroporto Internacional de Guararapes, região de Araçatuba, para flagrar o carregamento.
Luiz Augusto já era reincidente. Em 2002, havia sido foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão porque fora flagrado com 104 quilos de cocaína na região do Pantanal.
Pelo flagrante em 2007, o corumbaense respondeu pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Até 2011, ele ficou preso em Lavínea (SP), foi transferido para a Capital e depois, teve a pena perdoada por estar com sérios problemas de saúde (indulto humanitário).
Flagra recente – A operação da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) de Uberaba (MG), força-tarefa que contém integrantes da Polícia Federal, com participação das polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar de Minas Gerais, nessa terça-feira, prendeu três pessoas. Pilotando o monomotor de propriedade do piloto corumbaense estava um jovem de 22 anos, acompanhado da namorada, de 23.
O casal foi preso junto com o condutor de uma caminhonete, de 32 anos, que aguardava na pista do aeroporto para receber a droga. Os dois rapazes, que não tiveram o nome divulgado, são suspeitos de integrar associação criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas.
As investigações tiveram início, conforme a força-tarefa, após equipes de fiscalização identificarem movimento atípico no aeroporto onde o flagrante foi feito, o que gerou troca de informações entre as policiais de Minas e São Paulo.
A aeronave estava carregada com 243 quilos de cloridrato de cocaína. Ao G1, o delegado André Gebrim Vieira da Silva informou que, por ser uma droga de “alta qualidade', o quilo custa cerca de US$ 12 mil. Convertido em reais, o preço do material apreendido ultrapassaria R$ 15 milhões.
O monomotor PT-IMY, onde estava a carga, tem Rab (Registro Aeronáutico Brasileiro) em nome de Luiz Augusto, conforme disponível em consulta pelo site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). No cadastro, o avião está habilitado para o transporte privado até dezembro deste ano.
Ao Campo Grande News, o advogado Adilson Viegas de Freitas, que representa Luiz Augusto em ação da área cível, informou que o cliente é homem acamado e que, muito provavelmente, nem ficou sabendo da ocorrência no interior de São Paulo. Disse ainda não ter conhecido de o cliente ser dono de aeronave. O advogado ficou de fazer contato com a família do piloto para informar a situação e saber se querem se manifestar.











Olá, deixe seu comentário!Logar-se!