O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais.
A safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avançou em ritmo mais favorável nos últimos meses, após um início de ciclo marcado por maior incerteza. O desempenho recente das lavouras reduziu preocupações e consolidou expectativa de produtividade elevada, mesmo diante do movimento de queda nos preços internacionais do açúcar observado ao longo do ano.
A rentabilidade do setor foi garantida pela estratégia de fixação antecipada, realizada a valores médios mais altos, o que sustentou o planejamento das usinas. Esse movimento permitiu alcançar um recorde histórico de produção mensal de açúcar em setembro, reforçando o resultado no curto prazo e criando margem para atravessar cenários de mercado mais voláteis.
No campo, as condições favoráveis das lavouras não apenas asseguram o desempenho desta temporada, como também ampliam as projeções para o ciclo seguinte. A perspectiva de maior disponibilidade de cana eleva as estimativas de produção de açúcar, indicando continuidade do avanço observado recentemente.
O quadro de recuperação também se estende a outros importantes produtores globais. Na Índia, o clima e a expansão da área plantada devem elevar a oferta, revertendo a queda registrada no ano anterior. Tailândia e Paquistão tendem a registrar progressos relevantes, enquanto na União Europeia e no Reino Unido a redução da área cultivada foi parcialmente compensada por condições climáticas que mantiveram a produtividade acima da média.
“Poderá ocorrer migração da produção de açúcar para etanol, impactando de forma relevante o balanço global. Por isso, não acreditamos que esses níveis de preço se mantenham nos próximos meses, mas sim que haja uma recuperação para os patamares observados há alguns meses”, conclui.











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