Vítima do atentado foi absolvida junto com o filho em 2024 por um assassinato
O atentado que vitimou o idoso Vivaldo Pereira de Alencar, de 62 anos, no Jardim das Hortências, em Campo Grande, pode ter sido motivado por uma absolvição em um júri popular ocorrido em outubro de 2024.
O idoso foi ferido a tiros na madrugada desta segunda-feira (20) no portão de casa. Em outubro de 2024, ele e o filho foram absolvidos pelo assassinato de Lucas de Assis Oliveira. Lucas foi morto em uma briga por som alto no Residencial Homex em fevereiro de 2020.
Uma situação que marcou a semana anterior ao julgamento foi o desaparecimento de Vivaldo, publicado pela família nas redes sociais. O idoso foi dado como desaparecido no dia 15 de outubro, e localizado no dia 17.
Vivaldo foi socorrido consciente e orientado e encaminhado para a Santa Casa. Ele suspeita que a absolvição pelo homicídio pode ter motivado o atentado nesta madrugada de segunda (20).
“Ele disse que levantou por volta de 1h da madrugada, pois os cachorros começaram a latir. Abriu o portão e tinha um homem armado, que atirou nele. Ele estava consciente e orientado e esperando o Corpo de Bombeiros chegar. Ele está internado na Santa Casa”, explicou o advogado Amilton Ferreira, que representou Vivaldo e o filho na acusação do assassinato em 2024.
Atentado
De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso estava em casa quando ouviu o latido de seus cães e alguém batendo no portão. Ao abrir o portão, o idoso se deparou com o suspeito, que estava armado e atirou três vezes em sua direção.
Após os disparos, o atirador teria fugido em um carro modelo Uno, de cor branca. A mãe do idoso ouviu o barulho dos tiros e se levantou para ver o que teria ocorrido, quando se deparou com o filho ferido.
A PM (Polícia Militar), Polícia Civil e Perícia estiveram no local, e o caso foi registrado como tentativa de homicídio.
Júri popular
Pai e filho foram submetidos a julgamento na manhã de 25 de outubro, acompanhados de seu advogado de defesa, Amilton Ferreira de Almeida, que sustentou aos jurados a legítima defesa dos clientes. Contudo, somente Vivaldo compareceu presencialmente, enquanto o filho prestou depoimento por videoconferência, por trabalhar no estado de Rondônia.
O júri popular se encerrou pouco depois das 15 horas da tarde, segundo o advogado da dupla, com a absolvição de Vivaldo e Willian pelo homicídio contra Lucas e pela tentativa de homicídio contra Douglas.
Já em relação ao porte ilegal de arma de fogo, apenas Willian foi condenado a dois anos e 6 meses de reclusão em regime aberto, além de 25-dias-multa, à razão de 1/30º do salário mínimo da época do fato.













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