O 3º Grupamento de Bombeiros Militar atendeu quatro ocorrências de incêndios em vegetação nas últimas 24 horas, em diferentes regiões de Corumbá.

Os casos reforçam o alerta das autoridades para o aumento dos focos de queimadas durante o período de estiagem.

As equipes foram acionadas pela primeira vez às 13h, para combater um incêndio na rua Edu Rocha, no bairro Aeroporto. Pouco depois, às 15h, os bombeiros se deslocaram até a Estrada da Bocaina para controlar outro foco de incêndio.

A terceira ocorrência foi registrada às 17h, na rua Amazonas, nos fundos da pista do Aeroporto Internacional de Corumbá. Já o quarto atendimento aconteceu por volta das 19h30, no Parque Municipal Natural das Piraputangas, BR-262, na região do Vale dos Orixás.

Em todos os chamados, as guarnições realizaram o combate direto às chamas e o trabalho de rescaldo, eliminando os focos remanescentes e impedindo a propagação do fogo para áreas maiores.

Alerta

No período de estiagem, a vegetação fica mais seca e suscetível ao fogo, o que aumenta o risco de incêndios.

Com as condições de tempo seco e rajadas de vento na região, o Corpo de Bombeiros Militar reforça as seguintes orientações:

- Não realizar queimadas para limpeza de terrenos;

- Evitar o uso de fogo próximo a áreas de mata, quintais ou pastagens;

- Não jogar bitucas de cigarro em vias públicas, terrenos ou margens de rodovias;

- Recolher e descartar corretamente o lixo doméstico;

- Acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 em caso de foco de incêndio.

É crime

Provocar incêndio em mata ou floresta pode gerar prisão em flagrante. A pessoa poderá sair sob fiança para responder ao processo em liberdade. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão. Além disso, o infrator pode ser autuado administrativamente e multado entre 1.000,00 por hectare ou fração em área agropastoril, ou vegetação não protegida por lei, e de até R$ 7.000,00 por hectare em vegetação protegida.

Tanto no perímetro rural como urbano, o infrator também poderá responder por crime de poluição, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão, bem como ser autuado administrativamente e receber multa de R$ 5.000,00 a R$ 50.000.000,00. Em todos os casos, os infratores poderão sofrer ação civil para reparação dos danos ambientais.