Aposentada conta que recomendações médicas eram de dieta e exercícios físicas, sendo que a disciplina a fez perder 15 kg e se apaixonar pela modalidade esportiva.
Foi no momento mais difícil da vida, após dois meses da morte do marido e com síndrome do pânico, que a aposentada Maria Sebastiana de Oliveira Fernandes, de 63 anos, passou por uma bateria de exames e descobriu o câncer de mama, em Três Lagoas, na região leste do estado. Disciplinada, a idosa seguiu as recomendações médicas e, muito mais do que atividade física, descobriu a paixão pelo fisiculturismo.
"Antes, eu malhava de vez em quando, malhava por malhar. Quando meu esposo faleceu eu fui ao chão e foi um período muito difícil. Foram 40 anos de casados.
Só que logo depois veio a doença e eu fiz quimioterapia, radioterapia e a sorte é que não precisou retirar a mama, já que estava em estágio inicial. Hoje eu estou superando, ao lado dos meus 3 filhos e minha netinha", afirmou ao G1 a aposentada.
Durante a recomendação médica, Maria soube da dieta e dos exercícios necessários, o que a fez reduzir o peso de 66 kg para 51 kg. "Eu acordo às 4h e saio de casa às 5h20 (de MS). Gosto de levantar cedo, ir a pé para academia.
Primeiro faço o aeróbico e, depois, retorno mais tarde com o personal. Eu descobri que ainda tenho sonhos, quero competir em Campo Grande e serei estreante em maio deste ano. É por isso que os treinos estão intensificados. Estou ansiosa para pisar no palco e fazer a minha performance", comentou.
Com os treinos, a aposentada fala que houve a perda de gordura localizada e o ganho de músculos. "Acho que tomei gosto e agora não tem mais como voltar atrás. Isso ajudou também a me tornar jovial e só vou na fila de idoso quando estou com muita pressa, principalmente, porque as pessoas ficam me olhando e já me pediram documento. Eu, sempre entrego e respondo com educação: você está certa, precisa conferir sim", disse.
Na época das eleições, Sebastiana relembra que se deparou com uma fila gigantesca no dia de votação. "Uma mulher falou: quem é idoso pode entrar. Daí eu pensei: 'Desta vez eu vou'. Um monte de gente reclamou, entreguei o documento e ouvi as pessoas comentando: 'é verdade mesmo, ela tem 60 e poucos anos'. E eu uso muitas roupas de ginástica, também recebo cantadas, mas, não tenho nenhum plano de assumir algum relacionamento sério", contou.
Uma das filhas, a terapeuta capilar Liessa Oliveira Fernandes Evangelista, de 34 anos, diz que é muito gratificante ver a superação da mãe. "Houve essa época turbulenta, com a perca do meu pai que era um pai, esposo e líder muito presente dentro da nossa família. Eu estava grávida na época e tive que ser forte, vendo a minha mãe em uma depressão profunda", relembrou.
Ao levá-la em um consulta, houve a descoberta do câncer e a orientação médica.
"Ele [médico] explicou sobre células cancerígenas e falou da atividade física e o açúcar, passando uma dieta rigorosa. Neste momento, minha mãe parece que teve um ânimo, não falou mais da vontade de morrer e nós entramos de cabeça para ajudá-la. Ela seguiu a risca e deu um novo rumo para vida dela. A estética veio de brinde e os dias ruins ela foi tirando de letra", finalizando.













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