Após o bilhete bomba de Jair Bolsonaro (PL), de que apoiará a eleição do deputado federal Marcos Pollon para o Senado em Mato Grosso do Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL) elogiou o trabalhado do governador Eduardo Riedel (PP).

Após Bolsonaro lançar Pollon, Flávio elogia trabalho de Riedel e tenta tranquilizar Reinaldo
Flávio elogiou Riedel, que faz trabalho excepcional, e tentou tranquilizar Reinaldo sobre a escolha de Pollon para o Senado. / Foto: Reprodução

Ele procurou tranquilizar o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que corre o risco de não ter o apoio oficial do ex-presidente.

A reunião ocorreu após Bolsonaro divulgar, por meio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de que o seu candidato a senador no Estado será Pollon. Agora, o ex-capitão vai anunciar o apoio ao segundo nome, que pode ser o ex-deputado estadual Capitão Contar, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, ou Reinaldo.

No encontro, divulgado apenas na rede social do ex-governador, Flávio chamou Reinaldo de “craque” e afirmou que vão estar juntos nas eleições de MS. “Esta unidade está mantida”, afirmou o presidenciável.

Sobre Riedel, que deverá ter o apoio do PL, Flávio afirmou que o governador “faz um trabalho excepcional no Mato Grosso do Sul”. Ele frisou que o grupo estará unido na reconstrução e na retomada do Brasil nas eleições deste ano.

O filho de Bolsonaro também frisou que a esquerda não tem vez no Estado. No entanto, o senador não compartilhou a reunião em sua rede social, como fez com a entrevista que saiu em defesa de Pollon após o bilhete de que o deputado federal tinha pedido R$ 15 milhões para desistir da candidatura ao governo ou Senado.

“Nosso time é um só e trabalha unido pelo Mato Grosso do Sul e pelo Brasil”, afirmou Riedel, que já deixou claro que apoiará qualquer candidato que for contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O objetivo do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de reunir Reinaldo e Flávio Bolsonaro foi de tranquilizar o ex-governador, que ficou surpreso com o bilhete de apoio a Pollon.

Antes de ser preso, Bolsonaro tinha avalizado o acordo que previa o lançamento das candidaturas a senador de Reinaldo e Capitão Contar. Ao incluir Pollon, o ex-presidente deixou claro que vai trair um dos três.