O presidente norte-americano disse, sem provas, que Gustavo Petro ‘gosta de produzir cocaína’ para vender aos EUA. O colombiano nega a acusação, mas reforça que ainda analisará a ameaça antes de divulgar uma resposta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite deste domingo 4 que uma operação militar na Colômbia ‘soa bem’. A ameaça ao país governado por Gustavo Petro ocorre pouco depois do bombardeio de militares norte-americanos contra a Venezuela, uma ação que levou Nicolás Maduro a uma prisão em Nova York.
“Soa bem para mim”, disse Trump ao ser questionado por um jornalista sobre um ataque contra a Colômbia nos moldes do realizado contra Caracas.
Em seguida, Trump também indicou que o México seria outro país na mira. O vizinho dos EUA, assim como Venezuela e Colômbia, também é governado pela esquerda, na figura de Claudia Sheinbaum. “Temos que fazer alguma coisa em relação ao México. O país precisa se organizar”, disparou.
Acusações sem provas
Ao ameaçar a Colômbia, Trump acusou Petro de liderar a produção de cocaína vendida aos EUA. O norte-americano, no entanto, não apresentou provas contra o colombiano. Uma suposta ligação com o narcotráfico também foi usada pelos EUA para justificar a ação contra Maduro.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse o republicano.
Petro, que costuma ser duro nas declarações sobre Trump, optou por um meio-termo nesta segunda-feira 5. Disse que só responderá ao norte-americano após analisar com calma as declarações sobre a Colômbia.
“Hoje verei se as palavras em inglês de Trump são traduzidas como diz a imprensa nacional. Portanto, responderei mais tarde, até saber o que realmente significa a ameaça ilegítima de Trump”, escreveu Petro em uma rede social.
O presidente colombiano, na mesma publicação, negou participar de qualquer produção de drogas no país e defendeu as ações de seu governo contra o tráfico.
“Como Comandante Supremo das Forças Armadas, e sempre agindo sob a proteção da Constituição, ordenei a maior apreensão de cocaína da história mundial. Interrompi o crescimento do cultivo de folha de coca e iniciei um importante programa de substituição voluntária de culturas por parte dos agricultores de coca”, destacou. “Sob minhas ordens, tomamos El Plateado, Cauca e a ‘Wall Street’ da cocaína, que governos anteriores permitiram prosperar. Ordenei bombardeios, respeitando todas as normas do direito humanitário, resultando na morte e captura de altos comandantes de grupos armados subordinados ao narcotráfico”, prosseguiu.
Petro também disse que se Trump optar pro prendê-lo, como fez com Maduro, estará apenas criando desordem. “Se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo”.
O governo colombiano, por meio do Ministério das Relações Exteriores, classificou as ameaças de uma “interferência inaceitável “.











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