Senadora de MS acusou relator da CPMI do INSS de ter estuprado, e engravidado, adolescente de 13 anos

Após acusar deputado de estupro, Soraya diz que não tem dever de ‘provar nada’

Continua repercutindo a acusação feita pela senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos) de que o deputado, relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), teria cometido estupro e tentavida de suborno.

Segundo a acusação feita por Soraya e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), Gaspar teria estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8.

Após o caso, a parlamentar, que é advogada, disse nas redes sociais que não tem o dever de provar absolutamente nada. ““A investigação de paternidade no Brasil tem início sem provas, é óbvio! Caso contrário, não haveria necessidade de se processar. A rainha das provas, nesse caso, é o exame de DNA”, completou.


 

Nas redes sociais, a senadora vem insistindo no pedido de que Gaspar faça um exame de DNA, que, para ela, colocaria “uma pá de cal no assunto”. Responsável pela acusação, ela diz que não deve o ônus da prova.

Soraya afirmou que pedirá desculpas públicas a Gaspar caso um exame de DNA não confirme a acusação de estupro.

Entenda o caso
Também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares dizem que isso “reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos”.

Eles dizem ter encaminhado à Polícia Federal prints de conversas e “informações complementares” mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima.

Esse intermediador teria feito um pagamento de R$ 70 mil à mulher, e outros R$ 400 mil estariam sendo negociados, “sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade”, afirmam os parlamentares.

Gaspar alega que a história, na verdade, refere-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.

Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva.

No Rio, a mãe de Lourilene se casou e constituiu uma família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe teria revelado a ela a história sobre o pai biológico. Em 2012, Lourilene teria decidido procurá-lo, segundo ela relata num vídeo de sua autoria enviado ao Estadão.

“Prontamente o meu pai, Maurício Brêda, se submeteu ao teste de paternidade, e desde sempre vem agindo com muita honestidade comigo, inclusive queria colocar o nome na certidão de nascimento, e eu não quis, por conta da honestidade do meu pai (de criação) que me deu meu nome”. diz Lourilene no vídeo.