Juíza Vanessa Cavalieri dará explicações sobre como facções usam brechas na lei e redes sociais para atrair crianças e adolescentes.

Ao vivo: CPI do Crime Organizado ouve juíza sobre aliciamento de jovens por facções
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), avaliou que facções se aproveitam de fragilidades da legislação para recrutar jovens.

A CPI do Crime Organizado realiza nesta terça-feira (10) uma audiência para discutir o recrutamento de adolescentes por facções criminosas. O debate contará com a participação da juíza Vanessa Cavalieri, que atua há duas décadas na Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro.

O convite foi apresentado com o objetivo de ampliar o entendimento dos parlamentares sobre as estratégias utilizadas por organizações criminosas para atrair jovens para atividades ilegais. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a experiência da magistrada pode contribuir para esclarecer como ocorre o aliciamento de adolescentes, inclusive por meio de redes sociais e outras plataformas digitais, além de ajudar a identificar o perfil dos menores envolvidos nesses esquemas.

 

"O crime organizado tem total expertise sobre nosso sistema legal, conhece as suas brechas, seus pontos fracos. Justamente por isso usa crianças e adolescentes como ferramentas de tabalho por serem inuimputáveis criminalmente."

Na quarta-feira, os senadores também devem ouvir o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). O objetivo é discutir experiências de gestão na área de segurança pública, com foco em integração entre forças policiais e uso de tecnologia que possam servir de referência para outros estados.

No mesmo dia, a CPI também deve avançar nas apurações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Está prevista a oitiva do empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos. Ele é investigado por possíveis conexões com operações financeiras associadas ao banco, que incluem suspeitas de fraude contra o sistema financeiro, manipulação de ativos e lavagem de dinheiro.

Além das oitivas, os parlamentares devem analisar requerimentos voltados ao aprofundamento das investigações sobre o caso. Entre as medidas em discussão estão pedidos de acesso a inquéritos relacionados ao banco e solicitações de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.