A mãe da estudante já denunciou o caso à Polícia Civil e ao Conselho Tutelar e defende o afastamento do educador durante a apuração dos fato.

Aluna de 15 anos denuncia agressão de professor dentro de escola estadual em Deodápolis
/ Foto: Escola Estadual 13 de Maio - Foto: Ilustrativa

Em Deodápolis, uma adolescente de 15 anos denunciou ter sido agredida com um tapa no rosto por um professor de uma escola da rede estadual. A mãe da estudante relatou indignação ao Alvorada Informa e afirmou que já procurou as autoridades, incluindo a direção da escola, a Polícia Civil e o Conselho Tutelar, em busca de providências.

A agressão teria ocorrido na quarta-feira (25/3). Conforme documentos, momentos antes o professor também teria atingido outro aluno, possivelmente acreditando que nada ocorreria contra ele.

A estudante chegou a ficar com os óculos danificados, segundo relatou a mãe. No momento do ocorrido, a adolescente teria procurado a coordenação da escola e relatado a agressão sofrida, mas teria sido orientada a tratar o caso em “sigilo”, situação que deixou a mãe ainda mais indignada ao tomar conhecimento do fato.

Além da agressão, consta em documento que o professor, durante a ministração das aulas, supostamente utiliza falas consideradas inadequadas, com conteúdo de ódio e manifestações preconceituosas contra alunos.

A mãe cobra a abertura de investigação e o afastamento do professor durante as apurações, afirmando que a filha não se sente segura em frequentar a escola enquanto o docente permanece em atividade. Ela também pede que outros alunos sejam ouvidos no decorrer da investigação.

“Além de ser um homem agredindo uma mulher, uma menor, um professor, isso é crime. Eu não aceito esse tipo de pessoa dando aula para minha filha. Porque, se ela fez algo errado, ela tem que ser punida, mas não. Eu nunca bati na cara da minha filha, eu não aceito.” desabafou a mãe. 
Procurada pela reportagem, a SED (Secretaria de Estado de Educação) informou, em nota, que “está averiguando os apontamentos, bem como os procedimentos adotados. O caso é acompanhado pela Coordenadoria Regional de Educação de Dourados (CRE-5)”.