Entidade afirma que obrigatoriedade do recolhimento tributário impede que empresas absorvam os custos das novas alíquotas fixas.

Alta de ICMS terá repasse imediato em postos de combustíveis de MS, diz Sinpetro
O reajuste chega em um dos meses mais pesados do ano, coincidindo com as contas de IPVA, IPTU e materiais escolares. / Foto: Reprodução

Os postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul devem repassar integralmente aos consumidores o aumento das alíquotas fixas do ICMS a partir de 1º de fevereiro de 2027. A confirmação foi feita pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, que explicou que a obrigatoriedade do recolhimento fiscal inviabiliza qualquer tentativa das empresas de absorverem os custos nas bombas.

De acordo com o sindicato, a tendência é que os preços subam ainda mais devido ao fim programado de subvenções da gasolina e do diesel. O setor manifestou forte preocupação com o reajuste, que coincidirá com o período em que as famílias acumulam despesas anuais tradicionais, como os pagamentos de IPVA, IPTU e mensalidades escolares. Diante desse cenário de encarecimento, o Sinpetro projeta uma retração nas vendas nos primeiros meses do ano superior à variação sazonal de 10% a 15% já esperada pelas férias.

A alteração nas tabelas decorre de determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) com validade nacional, fixando o imposto estadual em R$ 1,64 por litro para a gasolina e etanol anidro, R$ 1,30 para o diesel e R$ 1,54 por quilo para o gás de cozinha (GLP). Como comportamento padrão do mercado às vésperas de reajustes, a entidade projeta uma corrida dos motoristas para encher os tanques dois ou três dias antes da vigência. Lazarotto avalia, no entanto, que o etanol continuará mais atrativo e deve seguir como a principal opção dos consumidores para contornar o preço da gasolina.