Homem de 20 anos também responde por ameaçar a vítima e perseguir a irmã dela, de 12.
Adolescente de 17 anos, gravida de três meses denunciou ter sido vítima de estupro, ameaças e filmagens feitas por um vizinho de 20 anos em Amambai. O caso ocorreu na madrugada de sábado e foi divulgado nesta segunda-feira (31).
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da vítima acionou a Polícia Militar após descobrir que a filha teria sido forçada pelo suspeito a manter relações sexuais. Segundo o registro, o homem também teria gravado os atos com o próprio telefone celular e posteriormente mostrado e compartilhado os vídeos com outras pessoas.
A mãe contou à polícia que havia saído para trabalhar e deixado a filha na casa de uma vizinha, onde ela ajudava a cuidar de três crianças menores. Ao retornar do serviço durante a noite, foi chamada pela vizinha, que relatou ter descoberto que o marido havia mantido relações sexuais com a jovem.
Conforme o relato, a própria mãe viu no celular do suspeito vídeos em que ele aparecia com a adolescente no banheiro e no quarto da residência. Após assistir às imagens, perguntou à filha se o fato havia ocorrido, e a jovem confirmou. Ela ainda relatou sentir dores na barriga e na região genital em razão dos atos praticados pelo suspeito.
À Polícia Militar, a adolescente afirmou que estava sozinha cuidando das três crianças, já que as responsáveis trabalhavam durante todo o dia. Segundo ela, o suspeito não estava inicialmente na residência e chegou por volta das 16 horas.
A menina relatou que preparava uma refeição para as crianças na cozinha e foi ao banheiro. Nesse momento, percebeu a aproximação do homem, que teria impedido que ela fechasse a porta. Segundo a vítima, ele a segurou com força pela cintura, abaixou suas roupas e praticou conjunção carnal sem preservativo enquanto a pressionava contra a parede.
Após o episódio, o suspeito teria deixado a casa e a jovem continuado a cuidar das crianças. A vítima afirmou, porém, que situações semelhantes ocorreram outras duas vezes dentro da residência.
Em uma delas, conforme o boletim, o homem teria segurado a vítima pelos pulsos, puxado a jovem até o quarto, jogado-a sobre a cama, retirado suas roupas e novamente praticado conjunção carnal. Ela disse ainda que era agarrada com muita força, sem conseguir escapar, e que também teria sido obrigada a praticar atos sexuais no suspeito.
Ainda segundo a adolescente, o homem dizia para que ela não contasse o que estava acontecendo e teria ameaçado matá-la caso revelasse os abusos.
A mãe também informou à polícia que outra filha, de 12 anos, já havia sido perseguida pelo mesmo homem nas ruas. Segundo ela, existem diversos áudios e mensagens no telefone celular em que o suspeito insistia em manter um relacionamento amoroso com a menina.
A irmã da vítima foi ouvida pelos policiais e confirmou que teria sido perseguida diversas vezes pelo homem durante trajetos de entrada e saída da escola e do trabalho. Ela também afirmou ter recebido várias mensagens nas quais o suspeito demonstrava interesse em namorá-la.
Conforme o depoimento da adolescente, o homem ainda dizia para que ela não contasse nada a ninguém e ameaçava fazer algo muito ruim contra sua família caso o assunto fosse revelado.
A esposa do suspeito também prestou depoimento. Ela contou que, ao chegar em casa, desconfiou da atitude do marido, que foi para o quarto dormir. A mulher então pegou o telefone celular dele e, ao verificar o aparelho, encontrou vídeos envolvendo o homem e a vítima, gravados dentro da residência.
Segundo o registro policial, após encontrar as imagens, a mulher ficou furiosa e chegou a xingar a vítima.
O suspeito, por sua vez, apresentou uma versão diferente aos policiais. Ele afirmou que a jovem trabalhava em sua residência e que, havia cerca de uma semana, teria começado a demonstrar interesse por ele por meio de olhares e contatos físicos.
O homem declarou que já havia mantido relações sexuais com a vítima em algumas oportunidades e alegou que todos os encontros teriam sido consentidos. Segundo a versão dele, a própria jovem insistia nas relações quando não havia outras pessoas na casa.
Sobre a irmã da vítima, o suspeito admitiu ter enviado mensagens e áudios pelo telefone celular, mas afirmou que fez os contatos em um dia em que estava embriagado. Ele negou ter mantido qualquer relação sexual com a adolescente e também negou que a tenha perseguido pelas ruas.
Diante das versões apresentadas, a Polícia Militar encaminhou o suspeito e a vítima para a Delegacia de Polícia Civil. Também foram entregues imagens e vídeos extraídos do telefone celular do homem, que, conforme o boletim, registravam atos de natureza sexual envolvendo ele e a vítima.
Testemunhas e a própria adolescente relataram ainda que o suspeito teria compartilhado os vídeos com outras pessoas. Segundo o registro policial, no momento do atendimento ninguém apresentava lesões corporais aparentes.
O caso foi entregue à Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos e pela apuração das circunstâncias denunciadas.













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