Levantamento mostra que quase 40% atribuem ligação ao grupo governista; caso segue no STF e envolve delação de Vorcaro.

39,5% dizem que aliados de Lula são os mais envolvidos no caso Master, diz pesquisa
Levantamento mostra que quase 40% atribuem ligação ao grupo governista; caso segue no STF e envolve delação de Vorcaro.

Um levantamento da AtlasIntel divulgado na quarta-feira (25) indica que 39,5% dos brasileiros acreditam que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os mais envolvidos no esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master.

Segundo a pesquisa, 28,3% dos entrevistados apontam maior envolvimento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 14,6% consideram que todos os grupos políticos estão igualmente implicados. Outros 12,9% citam o Centrão, e 4,7% afirmaram não saber.

O estudo também revela alto nível de atenção da população ao caso: 72,4% dizem acompanhar de perto as investigações, enquanto 24,6% acompanham superficialmente. Apenas uma pequena parcela afirmou não ter conhecimento do tema.

A pesquisa foi realizada entre 18 e 23 de março de 2026, com 5.028 entrevistados em todo o país. O levantamento tem margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O caso Banco Master ganhou repercussão nacional após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição, apontando um rombo estimado em cerca de R$ 50 bilhões — considerado o maior da história do setor financeiro brasileiro.

As investigações avançaram com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que levou à prisão do fundador do banco, Daniel Vorcaro. Atualmente, ele negocia um acordo de delação premiada, que pode revelar conexões com autoridades do meio político, jurídico e regulatório.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o caso passou inicialmente pelo ministro Dias Toffoli, que acabou envolvido em controvérsias após revelações sobre relações indiretas com o banco. Diante da repercussão, a relatoria foi transferida para o ministro André Mendonça.

Sob a condução de Mendonça, novas decisões ampliaram o alcance da investigação, incluindo a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro que indicariam a atuação de um grupo organizado para monitorar e pressionar adversários.

As apurações também apontam possíveis acessos indevidos a sistemas sigilosos de órgãos como o Ministério Público Federal e a própria Polícia Federal, além de relações próximas com figuras políticas relevantes.