Defesa e comissão acertaram foco da oitiva no caso do INSS; depoimento foi transferido para o dia 26.

Vorcaro aceita depor na CPMI do INSS com restrição de perguntas
Previsto inicialmente para esta semana, o depoimento de Vorcaro foi remarcado para o fim do mês. / Foto: Divulgação/Banco Master

O depoimento do empresário Daniel Vorcaro à CPMI do INSS foi adiado após um entendimento entre integrantes da comissão e a defesa do executivo. Nos bastidores, o acordo envolveu a garantia de que o empresário não recorreria ao STF para tentar evitar a oitiva e a definição de que o foco das perguntas seria restrito às investigações sobre descontos indevidos aplicados a aposentadorias, tema central do colegiado.

Com isso, o depoente poderá optar por permanecer em silêncio diante de quesionamentos que tratem de outros assuntos relacionados ao Banco Master, como negociações envolvendo a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), contratos sob investigação ou outros temas fora do escopo da comissão. O direito ao silêncio é assegurado pela legislação e poderá ser exercido quando as perguntas não estiverem diretamente ligadas às apurações da CPI.

Inicialmente previsto para esta semana, o depoimento foi reagendado para o dia 26, na última semana do mês. Nas próximas reuniões, os parlamentares devem concentrar esforços na análise de possíveis irregularidades em operações de crédito consignado vinculadas a beneficiários do INSS.

Nos bastidores do Congresso, parlamentares da oposição discutem a possibilidade de estender o prazo de funcionamento da CPI por mais dois meses, além do período inicial de 120 dias, que se encerra no fim de março. A proposta, entretanto, enfrenta resistência de lideranças do Senado, que ainda avaliarão se haverá prorrogação dos trabalhos do colegiado.

Integrantes da comissão também apontam que o calendário eleitoral pode dificultar a extensão das atividades, já que deputados e senadores tendem a intensificar agendas em seus estados durante o período pré-eleitoral.