Entre os atos de violência, ela foi marcada com uma suástica nazista no braço esquerdo

Trio que marcou mulher trans com suástica tem prisão decretada
Caso foi registrado em Ponta Porã - Crédito: Ponta Porã Informa

Os três envolvidos na tortura de uma mulher trans, de 29 anos, tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva neste domingo, dia 15 de março.

O caso ocorreu na madrugada do último sábado (14), em Ponta Porã, cidade localizada na região de fronteira com o Paraguai. 

Segundo o site Campo Grande News, um dos autores, de 38 anos, é filho de um coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima sofreu diversas agressões durante a madrugada. Entre os atos de violência, ela foi marcada com uma suástica nazista no braço esquerdo. De acordo com o registro, a mulher estava em casa quando foi procurada pelo ex-companheiro, que tentou reatar o relacionamento.

No fim da tarde, uma mulher ligou para a vítima pedindo que ela fosse até a casa do casal para receber um pagamento e realizar um serviço de corte de grama. Ela foi acompanhada do ex-companheiro, levando o instrumento de trabalho.

Segundo o depoimento, ao entrar no escritório da residência, a vítima encontrou o ex segurando uma faixa de jiu-jitsu, enquanto o morador da casa estava sentado diante de um recipiente contendo uma pequena quantidade de sangue. Ainda conforme o relato, o homem ordenou que ela cheirasse o frasco e, em seguida, levasse o conteúdo para enterrar, mas a vítima recusou.

Na sequência, ela teria sido obrigada a se sentar e questionada se preferia morrer em pé ou sentada. Temendo pela própria vida, tentou fugir. De acordo com o registro policial, foi então segurada pelo ex, enquanto o outro homem passou a agredi-la com um taco de sinuca.

A vítima relatou ainda que foi espancada diversas vezes com golpes de vassoura, socos e joelhadas. Enquanto um dos autores desferia os golpes, outro a segurava.

Em determinado momento, um deles esquentou uma faca no fogo e gravou uma suástica no braço esquerdo da vítima. Ela também foi ameaçada de morte caso denunciasse o ocorrido.

Os autores, de 38, 22 e 25 anos, tiveram a prisão preventiva decretada.