Breno Chaves Pinto foi indiciado por envolvimento em caso de direcionamento de licitações do Dnit no Amapá
A PF (Polícia Federal) indiciou o empresário Breno Chaves Pinto por envolvimento em caso de direcionamento de licitações do Dnit (Departamento de Intraestrutura e Transportes) no Amapá. Chaves é segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O indiciamento foi noticiado pelo jornal O Globo.
Segundo o jornal, a Polícia Federal concluiu inquérito que investigou indícios de fraudes nas concorrências do Dnit no Estado de Alcolumbre. O empresário foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.
Marcello Linhares, superintendente regional do Dnit no Amapá, também foi indiciado. Ele é acusado de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação.
Procurada pelo jornal, a defesa do empresário disse que só iria se manifestar após ter acesso ao relatório final da PF. Alcolumbre, por meio de nota, disse que não tem relação com a atividade empresarial de seu suplente. Linhares não quis se manifestar.
Em julho do ano passado, a PF deflagrou uma operação para apurar fraudes no Dnit em Macapá. Os investigadores sustentaram que Breno Pinto usava o nome do senador para desviar recursos em licitações.
Segundo a PF, o empresário fazia tráfico de influência – “influía em atos de agente público” para “obter vantagens indevidas”. Como os policiais não encontraram participação de Alcolumbre, o caso foi mantido na Justiça Federal do Amapá.
“Breno é considerado figura central no esquema criminoso, operando como agente ativo de ingerência institucional no Dnit-AP. Ele se valia de sua influência política (segundo suplente do senador Davi Alcolumbre) e de sua relação pessoal com o Superintendente Marcello Vieira Linhares”, escreveu o juiz federal que autorizou busca e apreensão de documentos do empresário no ano passado.
Breno Pinto tem 39 anos e é natural de Imperatriz, no Maranhão, e concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 2022. Entre os mais de R$ 8,5 milhões declarados por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) naquele ano, R$ 7,3 milhões se referem a participações societárias em três empresas.