Mãe da criança, de 11 anos, disse que homem estava com zíper aberto e mostrando órgãos genitais para criança. Ele nega as acusações.
A Polícia Militar prendeu um servidor público de 48 anos suspeito de abusar de uma menina, de 11, na manhã desta quinta-feira (5), dentro de um ônibus, em Goiânia. Segundo a mãe da vítima, ele estava com o zíper da calça aberto e mostrando os órgãos genitais para a criança. O homem nega as acusações.
O suspeito foi levado para aa Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A mãe da vítima, uma cabeleireira de 31 anos, disse que levava a filha e o filho, de 4 anos, para a escola e que o ônibus estava cheio.
"Ela estava de pé, próximo de mim e só ouvi quando ela gritou, chorando, e vi que ele estava com a calça aberta, com o órgão para fora, esfregando nela", disse ao G1.
Quando os passageiros perceberam, impediram que o suspeito saísse do veículo e fugisse. Em seguida, chamaram a polícia.
Na delegacia, o homem negou o crime. "Sou inocente, foi uma fatalidade. Eu tinha esquecido o zíper aberto após ir ao banheiro e estava apenas mudando a carteira de bolso, não estava com o órgão para fora como foi dito", explicou.
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), onde ele trabalha, informou que vai aguardar a conclusão do inquérito policial e, caso o servidor seja considerado culpado, tomará as providências de praxe, podendo inclusive exonerar o servidor.
Apesar das explicações do suspeito, a polícia não acredita na versão. De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, o homem será autuado em flagrante por estupro de vulnerável. A pena, em caso de condenação, varia entre 8 e 15 anos.
"Ele negou, disse que é casado, tem seis filhos, três são mulheres. Ele admitiu que é alcoólatra, tinha bebido hoje de manhã e que estava indo trabalhar. Mas pelos relatos de testemunhas e pela firmeza e convicção da própria vítima, acreditamos que houve o crime sim", explicou.
O homem foi levado para o IML para fazer exames e seguirá detido. "Como foi flagrante, ele ficará preso e será apresentado ao Poder Judiciário amanhã para uma audiência de custódia", disse a delegada.