Em Santa Catarina, moinhos relatam falta de trigo de qualidade.

 Queda do dólar amplia pressão sobre trigo nacional
Em Santa Catarina, moinhos relatam falta de trigo de qualidade. / Foto: Pixabay

A queda do dólar ampliou a atratividade do trigo importado e começa a pressionar o mercado interno, enquanto a oferta limitada e os problemas de qualidade afetam a comercialização no Sul. Segundo a TF Agroeconômica, a safra velha tem poucos negócios e a entrada da nova produção ainda enfrenta restrições.

No Rio Grande do Sul, os raros negócios com trigo antigo ocorrem a R$ 1.550 por tonelada no interior, mas vendedores pedem R$ 1.600. A colheita foi retomada nas Missões e em Santa Rosa, com pouco cereal pronto. Para a safra nova, moinhos oferecem R$ 1.400. Um navio de trigo uruguaio é esperado em outubro, e o último preço conhecido do importado foi de US$ 305 em Rio Grande. No balcão, Panambi subiu para R$ 75 por saca, enquanto Espumoso registra R$ 78.

Em Santa Catarina, moinhos relatam falta de trigo de qualidade e reajuste de 11,5% nas farinhas, considerado insuficiente. O cereal gaúcho é ofertado a R$ 1.600, mais R$ 180 de frete, e o paranaense a R$ 1.600, com incerteza sobre a qualidade. Os preços ao produtor ficaram estáveis em várias praças, de R$ 72 em Rio do Sul a R$ 80 em Xanxerê. Joaçaba teve alta, para R$ 73,17.

No Paraná, quase não há oferta da safra velha, exceto sobras de sementes negociadas a R$ 1.600 FOB. Na safra nova, parte dos lotes colhidos no norte e oeste apresenta peso hectolítrico ou falling number baixos, e há áreas abandonadas após germinação. Produtores buscam renegociar contratos e os moinhos já apresentam tabelas de descontos.

Para o trigo tipo 1, as indicações são de R$ 1.550 para entrega em setembro, R$ 1.500 em outubro e R$ 1.450 em novembro, embora as ofertas desse padrão tenham desaparecido. O trigo paraguaio chegou a US$ 320 nos Campos Gerais, e o argentino, a US$ 325 em Paranaguá.