Polaco ainda se entrega nesta segunda-feira

Prisão temporária acaba e 13 detidos na Operação Vostok são liberados

Os 13 presos durante a Operação Vostok, deflagrada em Campo Grande na última quarta-feira (12), foram liberados no início da tarde deste domingo (16),  prazo em que venceu o período de prisão temporária.

A informação foi confirmada pelos advogados Gustavo Passarelli, que atua na defesa de Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja e pelo advogado Newley Amarilha, do pecuarista Ivanildo Miranda. Rodrigo, o deputado Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro do TCE MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) estavam presos no Presídio Militar de Campo Grande.

Os outros presos, em celas da Polícia Civil. No dia da operação, 12 mandados foram cumpridos. Ficou em aberto a prisão do corretor de gado José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, que se apresentaria neste domingo à Polícia Federal, mas adiou para segunda-feira (17).

Nelson Cintra se entregou apenas na última quinta-feira (13) à Polícia Federal em Campo Grande. Estavam com mandados de prisão pela Operação os seguintes investigados:

Rodrigo Souza e Silva – filho de Reinaldo

Ivanildo da Cunha Miranda – pecuarista, empresário e delator

João Roberto Baird – empresário dono de empresa de informática

Jose Ricardo Guitti Guimaro – conhecido como Poloco e corretor de gado

Antonio Celso Cortez – empresário dono de empresa de informática

Elvio Rodrigues – pecuarista

Francisco Carlos Freire de Oliveira – nome apontado como emissor de notas frias

José Roberto Teixeira – deputado Zé Teixeira

Marcio Campos Monteiro – ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas

Miltro Rodrigues Pereira – pecuarista

Nelson Cintra Ribeiro – ex-presidente da Fundação de Turismo do Estado

Osvane Aparecido Ramos – ex-prefeito de Dois Irmãos e ex-deputado estadual

Rubens Massahiro Matsuda – empresário

Zelito Alves Ribeiro – pecuarista e ex-coordenador regional da Casa Civil

Operação
De acordo com a PF, a Operação Vostok tem o objetivo de combater um esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula do Poder Executivo Estadual.

A Polícia divulgou que aproximadamente 220 policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna e em Trairão, no Pará.

Além destes, também foram cumpridos outros três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual do Mato Grosso do Sul, pedidos pelo MP-MS (Ministério Público Estadual), de ações, que segundo a PF, têm o mesmo objeto ligado aos fatos investigados em âmbito federal.