De acordo com a queixa-crime, Capovilla utilizou suas redes sociais para questionar contratos firmados pela prefeitura, citando uma ata no valor de R$ 5,7 milhões.

Prefeita de Caarapó aciona Justiça contra vereador por suposta calúnia e difamação
/ Foto: Reprodução/RedenewsMS

 Em uma das publicações, o vereador afirmou que um dos sócios da empresa contratada estaria proibido de contratar com o poder público por envolvimento em enriquecimento ilícito, mesmo assim tendo a ata aderida pelo Executivo municipal.

Em outra postagem mencionada no processo, o vereador questionou a contratação de um escritório de advocacia, alegando que o município já conta com mais de seis advogados e que o referido escritório teria enfrentado pedidos de suspensão em outras localidades.

A prefeita também sustenta que o parlamentar afirmou que sua esposa teria sido demitida a mando do marido da prefeita. Embora as publicações tenham sido posteriormente apagadas, a queixa-crime argumenta que, devido ao alcance das redes sociais do vereador, as supostas acusações teriam se espalhado rapidamente pela cidade.

Em defesa, Celso Capovilla afirmou ao Jornal Midiamax que suas manifestações se tratam de críticas políticas e institucionais, feitas no exercício do mandato parlamentar. Segundo ele, as declarações estão amparadas pela Constituição Federal, que garante a liberdade de expressão e o dever de fiscalização do Legislativo.

“Em nenhum momento houve xingamentos ou ataques pessoais. Questionar contratos e empresas com histórico de irregularidades é dever do vereador. Ataques à vida pessoal não partiram de mim”, declarou.

O vereador também questionou o momento da ação judicial, destacando que os fatos ocorreram em outubro, a procuração aos advogados foi assinada em novembro, mas a queixa-crime só foi apresentada em janeiro. Para ele, o processo teria caráter intimidatório.

“Essa ação não passa de uma tentativa de me pressionar e intimidar na atividade legislativa, justamente porque sou incisivo no meu papel de legislador e fiscalizador, o que claramente causa incômodo”, afirmou Capovilla.