Frigoríficos têm maior necessidade de compras no mercado físico, em um cenário em que pecuaristas têm se mantido resistentes.
Depois de abrir a semana, como de costume, com negócios relativamente calmos e preços próximos da estabilidade, o mercado pecuário viveu um cenário diferente nesta terça-feira (20/1). As cotações começaram mostrar reação, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No Estado de São Paulo, frigoríficos abriram compras a R$ 320 e R$ 325 e escritórios de intermediação relataram que negócios a R$ 330 à vista deveriam ser finalizados. Lotes de animais efetivados ao longo da terça-feira estavam com escala já para esta sexta-feira ou início da próxima semana.
Em Mato Grosso do Sul, o Cepea captou negócios entre R$ 300 e R$ 305, com escala ainda para essa semana
Segundo o Cepea, esse comportamento reflete a maior necessidade de compra dos frigoríficos no mercado físico, em um cenário em que pecuaristas têm se mantido resistentes
Já conforme a Scot Consultoria, com o arrefecimento das vendas de carne no mercado interno, houve uma menor atuação dos frigoríficos. Devido ao consumo mais fraco, as indústrias voltadas ao mercado doméstico negociaram com mais cautela. Já os frigoríficos exportadores mantiveram uma demanda mais firme.
Do lado do criador, houve resistência às tentativas de recuo nos preços, com oferta controlada. Assim, segundo a Scot, na comparação dia a dia, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado. Nessas regiões paulistas, o preço do boi gordo seguiu cotado a R$ 318 a arroba para o pagamento a prazo.
Quanto às vendas dos frigoríficos, os preços da carne captados pelo Cepea no mercado atacadista da Grande São Paulo mostram pequena alta de 0,83% no acumulado do mês. No segmento para exportação, os valores também têm se mantido firmes.