Dois abortos estão sendo investigados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13), em Campo Grande. O caso mais recente é de uma jovem de 24 anos, que morreu no Hospital Universitário (HU), em decorrência de um aborto provocado. O marido ressaltou a polícia que não tinha conhecimento da gravidez.

Segundo o registro da ocorrência, o marido de 32 anos estava levando a esposa ao hospital desde o dia 9 de julho. Dois dias depois, por volta das 16h (horário de MS), ela reclamou de fortes dores abdominais e sangramento. Ela foi levado ao hospital no bairro Moreninhas e, devido à gravidade, transferida para o Hospital Universitário (HU).

No local, houve a morte do feto e a constatação de que a vítima estava com alguma infecção.

Ela teve uma parada cardiorrespiratória e faleceu às 6h30. Questionado, o marido não sabia da gravidez. O caso foi registrado como morte a esclarecer.

Já o outro caso ocorreu no bairro Chácara das Mansões, região leste da cidade. Uma mulher de 28 anos, que estava grávida do quarto filho, morreu após um aborto. Ela foi achada morta por uma vizinha, na última sexta (10).

Conforme a polícia, a intenção é descobrir se a vítima contou com a ajuda de outra pessoa para realizar o procedimento, que no Brasil é considerado crime. Ao todo, quatro pessoas já foram ouvidas.

Possível estupro
A Polícia Civil ainda apura o aborto de uma adolescente de 13 anos, que teria sido vítima de estupro. Ao G1, o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), ressaltou que aguarda a cópia do prontuário médico.

“A mãe e a adolescente disseram que já existe um registro de ocorrência aqui na Depca, então vamos checar até o final da tarde. Eu ainda não fui informado oficialmente, porém já estamos tomando conhecimento do caso”, comentou o delegado.

A adolescente foi levada ao Hospital Regional (HR) na sexta-feira (10). Ela estava com a mãe e em posse do registro policial que denunciava o estupro. O feto, de quatro meses e meio, foi levado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) e a menina teve alta médica no outro dia.