Rivania Andrade, de 29 anos, morreu após sofrer queimaduras em 80% do corpo.

Polícia descarta acidente e prende companheiro após morte de campo-grandense
Rivania Andrade, de 29 anos, morreu após sofrer queimaduras em 80% do corpo. / Foto: Reprodução

A morte da campo-grandense Rivania Andrade, de 29 anos, levou à prisão do companheiro, que passou a ser investigado por feminicídio em Canarana (MT).

A jovem morreu após sofrer queimaduras em cerca de 80% do corpo, e a apuração da Polícia Civil mudou o rumo do caso ao descartar a hipótese inicial de um incêndio acidental.

Rivania havia se mudado para Mato Grosso há aproximadamente 15 dias para viver com o companheiro.

Na noite de quarta-feira (29), ela foi encontrada gravemente ferida dentro da residência onde o casal morava e chegou a ser socorrida para o hospital de Canarana. Devido à gravidade das queimaduras, foi transferida para uma unidade de referência em Cuiabá, mas não resistiu.

As primeiras informações apontavam que o fogo teria começado depois que a vítima adormeceu com um cigarro aceso. No entanto, durante os trabalhos periciais, investigadores encontraram indícios da utilização de álcool etílico no imóvel, o que levou a Polícia Civil a aprofundar as investigações.

O companheiro foi localizado e preso. Veículos de imprensa de Mato Grosso divulgaram que ele teria confessado o crime. No entanto, familiares afirmam que foram informados pela polícia de que as investigações ainda estão em andamento e que todas as circunstâncias do caso continuam sendo apuradas.

Relacionamento com constantes desentendimentos

À imprensa, a irmã da vítima contou que o relacionamento era marcado por constantes desentendimentos. Segundo ela, quando o casal ainda morava em Campo Grande, Rivania chegou a acionar a polícia durante uma das discussões, embora a família não saiba informar se houve registro formal da ocorrência.

Rivania deixa quatro filhos. Agora, os familiares tentam arrecadar cerca de R$ 13 mil para trazer o corpo de volta a Campo Grande, onde será realizado o velório.

As doações podem ser feitas via Pix para a chave (67) 99249-7321, em nome de Cleyva Silva Santos. A família alerta que golpistas têm criado chaves falsas para se aproveitar da comoção e reforça que este é o único canal oficial para receber contribuições.