A Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul divulgou ontem o resultado de suas atividades desenvolvidas este ano, sendo contabilizado o conjunto das atividades da unidade central em Campo Grande e das descentralizadas em Corumbá, Três Lagoas, Naviraí, Ponta Porã e Dourados, com destaque para a realização de 54 operações policiais; apreensão de 76,9 toneladas de maconha e 4,4 toneladas de cocaína e a prisão de 1.922 pessoas em flagrante e indiciamento por diversos tipos de práticas criminosas de 2.168 pessoas.
Conforme a nota, este ano, até ontem (20), foram instaurados 2.044 inquéritos policiais, sendo relatados – encaminhados à Justiça – 2.557 inquéritos referentes ao atual exercício e anos anteriores, configurando produtividade de 125% nas investigações finalizadas.
Do total de 54 operações, a Superintendência da PF destaca a Operação Materello, que desbaratou organização criminosa do tráfico de drogas que atuava no MS, Paraná, Pernambuco e São Paulo, com a apreensão de quatro toneladas de maconha e 700 quilos de cocaína.
A Operação Lama Asfáltica – 2ª Fase, que continuou investigando organização criminosa que agia no desvio de recursos públicos, por meio de fraudes em licitações e recebimento de propinas, em contratos envolvendo mais de R$ 2 bilhões.
A Operação Nevada desmantelou organização criminosa que operava no MS, Mato Grosso e São Paulo, a partir de uma mansão localizada na Rua Nevada, na Capital, voltada ao tráfico transnacional de cocaína e lavagem de dinheiro e que resultou na apreensão de 778 quilos de cocaína; US$ 2,2 milhões (dólares) armas (revólveres, pistola e fuzil) e que movimentou mais de R$ 14 milhões entre 2010 e 2014.
A PF também deflagrou a Operação Aviões de Lama – 3ª fase da Operação Lama Asfáltica, que desmantelou uma organização criminosa com membros envolvidos nas fases anteriores que desviava recursos públicos de contratos de obras públicas, fraudes em licitações, recebimento de propinas e lavagem de dinheiro. O grupo tentou se desfazer de duas aeronaves para dividir os valores obtidos com as fraudes.
No interior do Estado, as operações Tarja Preta, realizada em Naviraí, investigou o desvio de medicamentos e apurou fraude de R$ 500 mil em um ano e Uroboros, em Amambai, desmantelou organização criminosa especializada em fraudes para obtenção de pensão por morte, a partir da atuação de servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai), que desviou mais de R$ 1 milhão do INSS.
E, finalmente, equipes da Superintendência da PF participaram da Operação Lázaro, desmantelando uma organização criminosa que realizava saques fraudulentos de pessoas já falecidas em precatórios da Justiça Federal nos estados do Maranhão, Piauí e São Paulo, que conseguiu sacar mais de R$ 10 milhões, que seus integrantes utilizavam para aquisição de veículos esportivos importados e de alto luxo.
Além das apreensões de entorpecentes, com quantidades significativas, a Polícia Federal também apreendeu durante o ano comprimidos de ecstasy e frascos de lança-perfumes.