A Petrobras decidiu retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas, após quase uma década de paralisação. A definição saiu em reunião do Conselho de Administração na segunda-feira.
A retomada deve ocorrer ainda no primeiro semestre, com previsão de conclusão e início da operação comercial em 2029. O investimento estimado gira em torno de US$ 1 bilhão, conforme planejamento interno da estatal.
Parado desde 2015, o empreendimento voltou à pauta em 2023, quando a empresa decidiu reentrar no mercado de fertilizantes. A inclusão do projeto no Plano de Negócios 2026-2030 foi formalizada no ano passado.
A unidade terá capacidade para produzir cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Parte desse volume, cerca de 180 toneladas por dia de amônia, ficará disponível para venda direta.
A produção será direcionada principalmente para polos agropecuários de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com alta demanda por insumos nitrogenados.
Impacto no agro e na indústria
A ureia lidera o consumo nacional entre fertilizantes nitrogenados, com cerca de 8 milhões de toneladas por ano. O insumo é usado em lavouras de milho, cana, café, trigo e algodão.
A amônia também abastece a indústria petroquímica e serve de base para a cadeia de fertilizantes. A retomada da fábrica em Três Lagoas amplia a oferta interna e reduz a dependência de importações, fator sensível para o custo de produção no campo.