As informações são da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), que consultou representantes de entidades de classe do setor.

Otimista com eleições, indústria gráfica projeta crescimento de 3%
Setor espera fechar ano com valor bruto da produção em R$ 88,88 milhões. / Foto: Divulgação/Fiems

O otimismo com o fato de 2020 ser ano de eleições municipais faz empresários da indústria gráfica de Mato Grosso do Sul projetarem crescimento de até 3% no valor bruto da produção (VBP), que encerrou 2019 em R$ 86,30 milhões e deve fechar este ano em R$ 88,88 milhões.

As informações são da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), que consultou representantes de entidades de classe do setor.

Um deles é Altair da Graça Cruz, presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul), para quem a expectativa é que esse aumento seja alavancado por uma maior produção de panfletos e santinhos com as informações dos candidatos a prefeitos e vereadores nos 79 municípios do Estado.

“Em um momento em que a economia do Brasil dá apenas pequenos sinais de melhora e em um segmento que vem sofrendo dificuldades com a transformação digital, esse número é bastante significativo. Essa projeção de crescimento de 3% é reflexo do otimismo dos empresários, que iniciaram 2020 mais esperançosos e empenhados em desenvolver cada vez novos produtos”, afirmou.

Ele acrescenta que para março deste ano está prevista uma missão de cerca de 30 empresários de Mato Grosso do Sul à Expo Print Digital, uma feira de impressão digital que será realizada em São Paulo (SP). “É importante que haja esse otimismo para buscarmos novas alternativas e oportunidades para diversificar os produtos que oferecemos”, completou, informando que hoje o Estado tem 306 empresas gráficas e emprega 1.279 trabalhadores.

Na mesma linha, o presidente da Abigraf/MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica em Mato Grosso do Sul), Julião Flaves Gaúva, ressalta a necessidade da diversificação de produtos gráficos diante das novas transformações digitais. “Hoje, as pessoas têm buscado investir cada vez mais no online, o que não significa que o uso do papel ou que as gráficas acabarão. Na verdade, estamos passando por um momento de transição, mas precisamos nos atualizar e inovar”, comentou.

Nesse cenário, ele apontou que cartões pessoais com tecnologia QR Code, em que é possível abrir uma nova apresentação pelo celular ou tablet, têm sido um diferencial. “Outra aposta da indústria gráfica são as embalagens de papel. Na era do ecologicamente correto com o plástico como vilão, esse mercado tem crescido bastante e indústrias aqui de Mato Grosso do Sul já começaram a investir nessa área”, finalizou. (Com informações da Fiems)