O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO)

Operação mira esquema de arremesso de drogas para interior de presídio
Investigação do MPMS aponta para esquema estruturado de tráfico / Foto: - Crédito: Divulgação/MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou na manhã de hoje a Operação “Pombo Sem Asas”, com o objetivo de desmantelar o núcleo de facção criminosa de âmbito nacional que atua no Estado, mais precisamente em unidades prisionais da Capital. 

Os alvos atuam na prática de crimes de tráfico de drogas e corrompiam servidor público para o alcance de seus objetivos.

São 35 mandados judiciais de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão cumpridos em Campo Grande e nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte

De acordo com o Ministério Público, a investigação começou a partir do compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior que levou à exclusão de um policial militar pela prática de corrupção. 

Durante os trabalhos, foi revelado esquema estruturado para garantir a entrada de entorpecentes e aparelhos celulares no complexo penitenciário de Campo Grande mediante o pagamento de propina. 

O servidor, então responsável pela vigilância externa através das torres do presídio da Capital, recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares, integrantes de facção criminosa, para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade.

O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção das comunicações com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado. Além dessa atuação, a rede criminosa articulava, ainda, o envio de entorpecentes para outras unidades da federação.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen. As diligências contam com o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

O nome da operação – “Pombo Sem Asas” – faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nominar os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), seja por simples arremessos manuais, seja com a utilização de drones, e à ação do Estado em interromper esse fluxo, neutralizando a logística de comunicação e o abastecimento de materiais ilícitos para a organização criminosa.

Operação mira esquema de arremesso de drogas para interior de presídio