Uma força-tarefa realizada em Campo Grande, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, resultou na apreensão de aproximadamente 800 unidades de medicamentos emagrecedores ilícitos, avaliados em cerca de R$ 1 milhão.
Os produtos, que imitam canetas de aplicação, foram interceptados em uma ação conjunta nos Correios.
A operação contou com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos Correios, do Conselho Regional de Farmácia (CRF/MS) e da Vigilância Sanitária Estadual (SES/MS). Entre os itens apreendidos estão canetas e ampolas das substâncias retatrutida e tizerpatida, das marcas TG e Lipoless.
Matheus Pirolo, gerente do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, alertou sobre os perigos desses produtos. Ele destacou que embalagens sofisticadas buscam enganar o consumidor, e que a retatrutida, por exemplo, “não é reconhecida oficialmente em nenhum país do mundo”. Esses medicamentos, de origem duvidosa e sem qualquer controle sanitário, já causaram graves efeitos adversos em alguns consumidores.
O uso dessas substâncias, seja por automedicação ou por prescrições ilegais, pode agravar riscos de saúde como insuficiência renal e câncer na tireoide ou no sistema endócrino. Profissionais de saúde flagrados prescrevendo tais produtos podem ter seus registros cassados.
As ações de fiscalização, que também marcaram o Dia Mundial de Combate ao Câncer (4 de fevereiro), devem continuar não apenas nos Correios, mas também em transportadoras, aeroportos e rodovias de Mato Grosso do Sul.