Raio atingiu dezenas de pessoas durante a manifestação em Brasília

Nikolas nega falta de organização após raio atingir manifestantes em ato
/ Foto: Nikolas Ferreira (PL).(Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou, neste domingo (25), que o ato promovido por ele na capital federal tenha tido “falta de organização”. Durante a manifestação, um raio atingiu as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde ocorreu o encerramento de uma caminhada de seis dias promovida por Nikolas.

Segundo informações da CNN, 72 vítimas foram atendidas no local, sendo que 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Ao todo, 30 pessoas foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam condições instáveis.

Nikolas compareceu ao Hospital de Base, em Brasília, para visitar apoiadores que foram atingidos por um raio durante ato realizado pelo parlamentar.


 

“Aconteceu um incidente natural. Não foi por irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle, e não poderia deixar de vir aqui prestar nossa solidariedade, dizer que tem muita gente orando por eles, para que eles se recuperem logo e possam estar de volta para ajudar o nosso país”, disse o deputado à CNN.

Entre os feridos pelo raio, alguns apresentaram queimaduras na mão e região do tórax, mas o estado de saúde individual ainda não foi detalhado.

Ainda conforme a CNN, além dos casos relacionados ao raio, houve registros de torções e episódios de hipertermia, atribuídos às condições climáticas.

A Corporação informou que atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 Unidades de Resgate, para o pronto atendimento às pessoas atingidas.

‘Caminhada pela liberdade’
A mobilização organizada pelo deputado Nikolas Ferreira, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reuniu parlamentares de diferentes regiões do país. Os manifestantes defendem a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Parte dos envolvidos cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

No entanto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a caminhada não pôde se aproximar das imediações do complexo penitenciário, já que está proibida a realização de manifestações no local.

Antes do ato em Brasília, a chamada “romaria”, iniciada em Minas Gerais por Nikolas Ferreira, passou por Goiás até chegar à capital federal. A caminhada começou na tarde da última segunda-feira (19) e percorreu cerca de 240 quilômetros, com chegada a Brasília no fim da tarde de sábado (24).