A visita do Ark Silk Road coincide com a chegada de navio de pesquisa dos EUA, acendendo o sinal de alerta sobre a disputa de influência global.
A chegada do navio chinês Ark Silk Road ao Brasil, classificado como um navio médico, está gerando debates acalorados nos bastidores militares. Isso porque, segundo fontes internas, a embarcação apresenta características que vão além de uma simples missão humanitária. A presença massiva de sensores, antenas e radares na estrutura externa do navio levanta suspeitas de que ele possa estar envolvido em atividades de reconhecimento e coleta de dados portuários.
Oficiais experientes apontam que missões como essa, embora comuns, geralmente são realizadas sob o amparo de acordos bilaterais, algo que não existe entre Brasil e China nesse setor. A situação ganha contornos ainda mais complexos quando lembramos que a visita do Ark Silk Road coincidiu com a autorização para a atracação do navio de pesquisa oceanográfica norte-americano Ronald H. Brown em Suape, entre 14 e 21 de janeiro de 2026. Essa sobreposição de eventos intensificou a percepção de uma disputa estratégica acirrada entre Pequim e Washington.
O Brasil, como principal parceiro comercial da China e aliado histórico dos Estados Unidos na área de segurança, se vê no centro desse jogo de poder internacional. A Missão Harmony 2025, da qual o Ark Silk Road faz parte, teve início em setembro de 2025 e tem como objetivo navegar por 220 dias, com escalas em 12 países da Oceania, do Caribe e da América Latina. Durante sua jornada, o navio já realizou milhares de atendimentos médicos e recebeu honras militares na Nicarágua.
Vale ressaltar que, entre os países latino-americanos que fazem parte do roteiro da missão, apenas México e Brasil não aderiram à Iniciativa Cinturão e Rota, um ambicioso projeto chinês de infraestrutura global. Diante desse cenário, é fundamental que o governo brasileiro esteja atento e adote medidas para proteger seus interesses e garantir a segurança de suas informações estratégicas.