Há alguns meses, ganhou muita repercussão na mídia um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados que propõe uma espécie de licença menstrual.

Mulheres agora podem tirar licença remunerada quando estiverem menstruadas, neste país
Há alguns meses, ganhou muita repercussão na mídia um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados que propõe uma espécie de licença menstrual.

Mas se você acha que o Brasil é o único com uma iniciativa do tipo, você está muito enganado. Na semana passada, foi aprovado na Espanha um projeto de lei estabelecendo a licença menstrual como um direito da mulher.

Como explica o g1, mulheres com sintomas mais graves associados ao fluxo menstrual, como cólicas fortes — que pode ser um sinal de condições como endometriose, adenomiose, etc — têm direito a licença nos dias em que estiverem com esses sintomas. É necessário um atestado médico comprovando a necessidade de afastamento, mas, com essa nova lei, a cólica menstrual fica classificada como “incapacidade temporária” no sistema de saúde espanhol.

A proposta inicial falava de três a cinco dias de licença por ciclo, mas a versão aprovada pelo Congresso não estipula o tempo máximo de licença. Lembrando que será o governo, não a empresa, que paga pelo direito.

Países como Japão e Indonésia também têm propostas nessa mesma linha, com relatos de que a possibilidade da licença menstrual melhorou a satisfação profissional, diminuiu as faltas forçadas e aumentou o engajamento das colaboradoras.

E o que aconteceu com o projeto de licença menstrual no Brasil?

Apresentado pela deputada Jandira Feghali – PCdoB/RJ lá em 2022, o projeto foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda precisa passar pelo Senado e enfim por sanção presidencial para se tornar lei valendo em todo o país. O texto aprovado foi a versão da relatora, a deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), segundo a Agência Câmara Notícias.