Polícia aponta que vítima foi morta após cobrar uma dívida; grupo é suspeito de usar celular para desviar dinheiro e esconder o corpo na Cachoeira do Inferninho.
A investigação sobre a morte de Giovana Castura Werner, de 52 anos, deu uma reviravolta na terça-feira (14) com a prisão de quatro suspeitos de participação no crime.
Entre eles está um jovem descrito pela Polícia Civil como o "filho do coração" da vítima, que, segundo as apurações, mantinha uma relação de confiança com Giovana.
De acordo com a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), a principal hipótese é que o assassinato tenha sido motivado pela cobrança de uma dívida. A vítima teria saído de casa na véspera do desaparecimento para encontrar pessoas que lhe deviam dinheiro e não voltou mais.
As investigações indicam que, após o homicídio, os envolvidos tiveram acesso ao celular de Giovana e realizaram transferências bancárias da conta dela. A polícia afirma que os valores foram enviados inicialmente para um dos investigados e, depois, divididos entre integrantes do grupo.
Um dos elementos que reforçaram a linha de investigação foi a relação de proximidade entre a vítima e o suspeito apontado como líder do grupo. Segundo o delegado Caio Macedo, ele conhecia a senha bancária de Giovana, o que teria facilitado o acesso às contas após o crime.
Ainda durante as buscas, os policiais localizaram o carro da vítima abandonado em um ponto diferente de onde o corpo foi encontrado, na região da Cachoeira do Inferninho. No veículo havia vestígios de sangue, uma arma de fogo, uma pá e outros elementos que contribuíram para o avanço da investigação.
Além dos quatro presos, a DHPP identificou um quinto investigado, suspeito de ter recebido R$ 500 para ajudar a ocultar o cadáver e esconder o automóvel utilizado pelos criminosos.
Durante os interrogatórios, quatro dos cinco investigados admitiram participação no caso, embora tenham apresentado versões divergentes sobre a dinâmica do crime. Já o homem apontado como mentor do assassinato negou envolvimento e alegou estar sendo acusado injustamente. As versões ainda serão confrontadas com as provas reunidas pela Polícia Civil, que segue investigando o caso.