Diante desse quadro, os principais vencimentos fecharam em queda.

 Milho recua na B3 com dólar em baixa
Diante desse quadro, os principais vencimentos fecharam em queda. / Foto: Divulgação

O mercado de milho registrou movimentos distintos nesta quarta-feira, com recuo nas cotações domésticas e avanço nos contratos negociados no exterior. O cenário foi influenciado principalmente pelo câmbio e por fatores ligados à demanda e ao ritmo de plantio.

Segundo análise da TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 encerrou o dia em baixa, pressionado pelo enfraquecimento do dólar, que renovou mínimas recentes. A valorização do real reduz a competitividade do cereal brasileiro nos portos, impactando os preços futuros. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha o andamento do plantio da safrinha, que segue atrasado. O excesso de chuvas na região central do país preocupa e tem evitado quedas mais acentuadas nas cotações, enquanto a colheita da primeira safra ocorre dentro da média histórica.

Diante desse quadro, os principais vencimentos fecharam em queda. O contrato março/26 terminou cotado a R$ 70,54, com recuo de R$ 0,16 no dia e de R$ 0,41 na semana. O maio/26 fechou a R$ 70,10, baixa de R$ 0,19 no dia e de R$ 0,29 na semana. Já o julho/26 encerrou a R$ 68,43, com perda de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,22 no acumulado semanal.

Em Chicago, o movimento foi oposto. Os contratos futuros do milho fecharam em alta, sustentados por indicadores estáveis de demanda por etanol e por expectativas firmes de exportação. O vencimento março subiu 0,64%, ou 2,75 cents por bushel, a 430,50 cents. O maio avançou 0,80%, ou 3,50 cents, para 442,00 cents. A produção de etanol nos Estados Unidos recuou levemente para 1,11 milhão de barris por dia, mas permanece acima do registrado no ano passado, mantendo a demanda interna aquecida.