Em Ijuí, o plantio chegou a 92%.
O mercado de milho segue com negociações limitadas em diferentes estados, enquanto o excesso de chuvas dificulta o avanço da safra de verão no Sul do país. Segundo a TF Agroeconômica, compradores priorizam a reposição dos estoques e produtores permanecem seletivos na oferta, em um cenário de exportações mais lentas.
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60 e R$ 70 por saca. O preço médio apurado pela Emater/RS-Ascar caiu 0,37%, para R$ 62,44, enquanto a referência em Cruz Alta está em R$ 75. A semeadura da safra 2026/27 alcança 76% dos 896,4 mil hectares previstos. Chuvas frequentes, solo encharcado e baixa luminosidade atrasam o plantio e o desenvolvimento das plantas. Granizo e ventos fortes causaram falhas em lavouras do Noroeste, com possibilidade de ressemeadura em parte das áreas.
Em Ijuí, o plantio chegou a 92%, com recuperação de plantas atingidas por granizo. Santa Rosa registra danos mais expressivos, enquanto Frederico Westphalen alcança 90% da área. O milho para silagem chegou a 53% da superfície projetada, também afetado pelas condições úmidas.
Em Santa Catarina, vendedores indicam cerca de R$ 60 por saca, ante ofertas de compra próximas de R$ 55, diferença que impede maior movimentação. O estado segue dependente do cereal de outras regiões.
No Paraná, o plantio atingiu 90% dos 371 mil hectares estimados pelo Deral, mas chuvas acima da média em algumas cidades dificultam os trabalhos. Há relatos de tripes, lagartas e danos provocados por vendavais e granizo. Os preços recuaram em várias praças, incluindo Cascavel, a R$ 56,03, e o Oeste, a R$ 53,12 por saca.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 53 e R$ 56. Mesmo com o recuo dos preços, os negócios seguem pontuais, com participação da indústria de bioenergia nas compras.