No mercado gaúcho, a procura ainda se concentra no trigo velho.
O mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta redução dos estoques da safra velha e incertezas sobre a qualidade do cereal que começa a ser colhido, cenário que mantém compradores atentos aos preços e à necessidade de abastecimento. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul pode caminhar para um volume recorde de importações, enquanto as cotações internas tendem a acompanhar a paridade do produto importado.
No mercado gaúcho, a procura ainda se concentra no trigo velho, cujos estoques estão próximos do fim. Negócios ocorreram entre R$ 1.500 e R$ 1.530 por tonelada, enquanto vendedores passaram a pedir entre R$ 1.550 e R$ 1.600. Na safra nova, começam a aparecer lotes com PH entre 77 e 78, mas com glúten entre 21 e 22 e W de 180. Compradores indicam de R$ 1.350 a R$ 1.400 no interior, enquanto produtores demonstram pouca disposição para negociar. Apesar de 57% da safra estar classificada como boa ou excelente, a previsão de chuva durante a colheita aumenta o risco de perda de qualidade. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 74 por saca.
Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos e realizam principalmente embarques de volumes já adquiridos. Negócios pontuais ocorreram a R$ 1.520 FOB, enquanto compradores seguem procurando trigo gaúcho entre R$ 1.500 e R$ 1.550, mais frete. No balcão, os preços variam de R$ 71,50 a R$ 79 por saca nas praças acompanhadas.
No Paraná, os estoques da safra velha estão praticamente esgotados, enquanto a nova produção apresenta forte variação de qualidade. Lotes colhidos recentemente registram problemas de PH e falling number, levando moinhos a estabelecer tabelas de descontos e produtores a buscar renegociação de contratos. As indicações para trigo Tipo 1 variam de R$ 1.450 a R$ 1.550 por tonelada, conforme o prazo de entrega. O trigo paraguaio chegou a US$ 320 nos Campos Gerais e o argentino de 11,5% a US$ 325 em Paranaguá.