A soja também opera em baixa na sessão noturna.

Mercado de grãos registra perdas expressivas em Chicago
A soja também opera em baixa na sessão noturna. / Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam o dia sob pressão, com o avanço das expectativas de uma possível negociação de paz no Leste Europeu e a entrada das colheitas no radar dos investidores. Segundo a TF Agro Econômica, o movimento pesa principalmente sobre trigo, soja e milho em Chicago, enquanto fatores de oferta, demanda e geopolítica continuam definindo o ritmo das cotações.

No trigo, os contratos de dezembro caem 29 centavos, para US$ 7,45 por bushel, refletindo a possibilidade de redução das tensões sobre os embarques pelo Mar Negro. Vladimir Putin voltou a alimentar expectativas de negociação entre Rússia e Ucrânia, embora o cenário siga instável. Forças russas atacaram dois navios de carga ucranianos próximos a Odessa, além de instalações portuárias e um armazém, em meio à intensificação das ofensivas desde julho. Na Argentina, o trigo de 10,5% para outubro aparece ofertado a US$ 270, com comprador a US$ 260.

A soja também opera em baixa na sessão noturna, pressionada por vendas de grandes fundos, pelo início próximo da colheita e pela queda do óleo de soja. O mercado ainda reage às isenções concedidas pela EPA a pequenas refinarias nos Estados Unidos, mas mantém atenção às compras chinesas. O USDA informou venda de 190,5 mil toneladas, levando o acumulado da temporada a cerca de 8,35 milhões de toneladas.

No milho, dezembro recua 12,5 centavos, para US$ 5,31, diante da possibilidade de normalização das exportações ucranianas e do avanço da colheita no sul dos Estados Unidos. O aumento das vendas físicas também pressiona as cotações. Em contrapartida, a produção desfavorável na União Europeia amplia a necessidade de importações. No câmbio, o dólar futuro no Brasil recua 0,82%, a R$ 5,1410. O Brent sobe 1,63%, a US$ 96,94, enquanto o índice dólar cai 0,4%.