Adolescente morreu em fevereiro deste ano

Mãe de Wesner acompanha 1ª audiência do caso e cobra justiça
/ Foto: Foto: Henrique Kawaminami

Começou às 14h30 desta terça-feira (5) a primeira audiência do caso Wesner, menino de 17 anos que morreu após ser agredido com uma mangueira de lava-jato no dia 3 de fevereiro deste ano. Mãe do adolescente, Marisilva Moreira da Silva acompanha a audiência e clama por Justiça.

Bastante emocionada, ela afirma que a condenação e prisão dos acusados é necessária para que “nenhuma mãe passe mais por isso”.

Advogado da família de Wesner Moreira da Silva, Samuel Trindade conta que fará o possível para sustentar que “houve dolo, eles sabiam utilizar a mangueira”, disse o defensor.

Na audiência de hoje, serão ouvidas oito testemunhas de acusação indicadas pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual). A próxima audiência, marcada para o dia 2 de outubro, ouvirá testemunhas de defesa e réus.

O caso

Wesner deu entrada na Santa Casa de Campo Grande no dia 3 de fevereiro em estado grave, após ter sido agredido com uma mangueira de compressor por seu patrão e um funcionário do lava-jato onde trabalhava.

Ele precisou passar por uma cirurgia que retirou 20 centímetros do intestino. Depois disso, chegou a apresentar melhora no quadro de saúde, mas voltou a ter hemorragia e foi levado para a CTI (Centro de Tratamento Intensivo) novamente. No dia 14 de fevereiro ele não resistiu e morreu.

Logo após sua morte, a polícia pediu a prisão preventiva dos dois envolvidos, o que foi negado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande. Ele alegou que o delegado Paulo Sérgio Lauretto não trouxe “fundamentação quanto à concreta necessidade da prisão preventiva dos envolvidos”.

No dia 3 de março, com faixas e cartazes pedindo justiça, cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos de Wesner protestaram em frente ao Fórum de Campo Grande. Eles reivindicam agilidade no processo judicial.