Delegada diz que não restam dúvidas sobre participação do homem. Ele chegou a apresentar álibi, que foi desmentido pela própria esposa dele.

 Justiça mantém na prisão pintor suspeito de estuprar mulher abordada em caminhada

A Justiça converteu em preventiva a prisão do pintor de 31 anos, suspeito de estuprar uma mulher que fazia caminhada na avenida vereador Thyrson de Almeida, bairro Guanandi, em Campo Grande. Ele passou por audiência de custódia por volta das 9h (de MS), desta quarta-feira (28).

Ao G1 a delegada Fernanda Félix, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), disse que não restam dúvidas da participação do suspeito no crime, tanto que ele foi encontrado com a mesma bermuda que usava no momento da abordagem e estupro.

"A vítima fez o reconhecimento da tatuagem e compleição física, enquanto que a esposa do suspeito confirmou que o número que aparece escrito amor, no celular dele, se refere ao número de telefone dela. Temos a oitiva também com os dois policiais militares que atenderam o caso e confirmam a participação do pintor", explicou a delegada.

No caso do depoimento da vítima, a delegada ressaltou que foi essencial para a identificação do criminoso, já que ela memorizou a placa do carro do suspeito. A prisão então ocorreu após 4 horas e ele foi encaminhado para a delegacia. Questionado, o suspeito apresentou um álibi que foi desmentido pela própria esposa dele, ainda de acordo com a investigação.

"O crime ocorreu às 17h18 e, por volta das 21h, ele já estava identificado e preso. A vítima nos repassou a placa e verificamos que ele estava no veículo prata. Nossa intenção é divulgar a imagem dele e verificar se existem mais vítimas", afirmou na ocasião a delegada.

Entenda o caso
 
A vítima contou que houve uma primeira abordagem, quando o suspeito perguntou sobre um relógio. Ela disse que não viu e continuou caminhando. Logo depois, uma nova abordagem e, desta vez, com um canivete, o homem a obrigou a entrar no carro.

A jovem ainda tentou escapar, mas recebeu novas ameaças e então entrou no carro. Houve o abuso sexual e o suspeito somente parou quando seu telefone começou a tocar. A delegada explicou que o homem apresentou um álibi, dizendo que estaria ao lado da esposa. Mas, ainda conforme a polícia, foi a própria esposa quem desmentiu a versão apresentada por ele.
 
O suspeito, que possuía apenas um registro por extravio, deve responder por estupro. A pena pode chegar a 10 anos de reclusão. Quem reconhecer o suspeito e quiser fazer alguma denúncia pode entrar em contato pelo telefone: 67 3314-7547.