“Alguns partidos perderam até 20 parlamentares, sem que a gente saiba qual a verdadeira razão”
Em café da manhã nesta quinta-feira com jornalistas, José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, foi questionado sobre a possibilidade de o governo federal prestar auxílio ao Banco de Brasília e adotou uma posição pessoal e categórica.
“completamente contrário a qualquer socorro”
Ao ser indagado sobre o tema, Guimarães reiterou que essa é sua posição caso o assunto chegue ao seu gabinete, mantendo distancia de qualquer medida de apoio financeiro por parte da União.
O BRB está sendo investigado por operações financeiras irregulares que teriam beneficiado o Banco Master, e o episódio motivou apurações da Polícia Federal que ainda estão em curso.
Entre os alvos das investigações aparecem o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso nesta semana durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero.
Ao comentar o andamento das apurações, o ministro ressaltou confiança na investigação conduzida pela força policial.
“A PF está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”
Janela partidária e críticas à política
Guimarães manifestou preocupação com comportamentos recentes no cenário partidário, classificando as trocas de legenda na última janela como um desrespeito à estrutura partidária tradicional e ao eleitorado.
“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”
O ministro acrescentou que a movimentação de parlamentares durante o período eleitoral trouxe opacidade sobre as motivações reais por trás das mudanças.
“Alguns partidos perderam até 20 parlamentares, sem que a gente saiba qual a verdadeira razão”
Eleições e pesquisas
Perguntado sobre o impacto de pesquisas que indicam crescimento do candidato de oposição, Guimarães considerou prematura qualquer avaliação definitiva, lembrando que a campanha ainda não se instalou por completo.
“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”
O ministro manifestou que as coordenações seguem definindo caminhos eleitorais, evitando prognósticos enquanto a disputa não se desenha em campo.