Os sete presos foram acusados, entre outros crimes, de homicídio com agravante mafioso, extorsão com armas de guerra, tentativa de homicídio e associação para o tráfico de drogas.
Sete supostos integrantes do clã Senese, ligado à máfia napolitana Camorra e com atuação em Roma, foram presos nesta quarta-feira por suspeita de envolvimento no assassinato de Fabrizio Piscitelli, líder de uma torcida organizada da Lazio.
O italiano, também conhecido como “Diabolik”, era o chefe da organizada “Irriducibili” e foi morto em 2019 com um tiro na nuca no Parco degli Acquedotti, região onde vivia. Piscitelli ficou conhecido por posições de extrema-direita associadas a episódios de racismo e antissemitismo.
Entre os presos está Michele Senese, apontado como líder histórico do clã e suspeito de ter autorizado o assassinato.
Segundo as autoridades italianas, Piscitelli tinha ligações com o grupo, mas teria se tornado independente no tráfico de drogas na região de Tuscolana, passando a representar uma ameaça aos interesses da organização.
O criminoso também não teria repassado um parcela considerada adequada dos lucros, pagando apenas cerca de 2 mil euros a 3 mil euros por mês, apesar do grande volume de drogas comercializado.
Leandro Bennato é apontado como o principal responsável pela organização do crime. De acordo com a investigação, ele teria planejado a emboscada e coordenado a ação para eliminar Piscitelli, considerado um concorrente no lucrativo mercado de cocaína em Roma.
Os acusados
Os sete presos foram acusados, entre outros crimes, de homicídio com agravante mafioso, extorsão com armas de guerra, tentativa de homicídio e associação para o tráfico de drogas.
A decisão judicial descreve os envolvidos como integrantes de organizações criminosas de alto nível e aponta uma disputa entre grupos ligados a Elvis Demce, ao grupo de Giuseppe Molisso e a Bennato, este último sob a influência do clã Senese. O juiz considera que essa rivalidade poderia gerar novos episódios de violência caso os suspeitos fossem libertados.
A investigação também revelou relações comerciais no setor de restaurantes entre integrantes dos grupos Senese e Caroccia. Em uma conversa de 2017, Vincenzo Senese teria deixado claro que não queria Piscitelli como sócio em um novo empreendimento, embora aceitasse utilizar seus contatos apenas para encontrar imóveis e oportunidades de negócio.
“Diabolik”, apelido que homenageia um anti-herói cult dos quadrinhos, foi morto com um tiro na nuca após ser atraído para um encontro em um parque, no dia 7 de agosto de 2019. A emboscada foi registrada por uma câmera de segurança, mas a qualidade das imagens não teria permitido a identificação do autor dos disparos. A arma usada no crime também nunca foi localizada.
No início deste ano, um tribunal de apelações anulou a pena de prisão perpétua imposta a um argentino, Raul Esteban Calderon, que havia sido condenado em março de 2025 em primeira instância pelo assassinato.