Karoline Leavitt afirmou que a Marinha do Irã foi praticamente aniquilada, sem embarcações ativas em Ormuz.
O governo confirmou que a Espanha e aliados árabes estão oferecendo suporte militar e logístico aos EUA.
A Marinha americana poderá escoltar petroleiros para garantir que o preço do barril de petróleo permaneça estável.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou nesta terça-feira (3) de março os avanços da Operação Epic Fury, ofensiva militar lançada pelo governo dos Estados Unidos contra o Irã.
Em coletiva de imprensa, Leavitt afirmou que o regime terrorista iraniano está sendo absolutamente derrubado sob a liderança de Donald Trump, encerrando quase cinco décadas de o que classificou como “tolerância e apoio” ao país.
“Os líderes terroristas do Irã estão pagando pelos seus crimes contra a América e estão pagando com sangue”, declarou Leavitt, reforçando que a missão visa extinguir permanentemente as ambições nucleares de Teerã.
Redução drástica da capacidade ofensiva e o fim da marinha iraniana
A porta-voz destacou que um dos principais êxitos da operação até o momento é a neutralização das capacidades de ataque do regime. Segundo o relatório oficial, as forças americanas já atingiram mais de 2.000 alvos, destruindo centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones.
O anúncio mais enfático, contudo, referiu-se à aniquilação das forças navais iranianas, incluindo a destruição de um submarino de alta tecnologia.
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“Até agora, destruímos mais de 20 naves iranianas. Não há um único navio iraniano a caminho no Golfo Arábico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”, afirmou a porta-voz. Leavitt explicou que o domínio sobre o espaço aéreo deve ser total nas próximas horas, permitindo que os militares estadunidenses prossigam com o desmonte da indústria bélica local.
Apoio internacional e o papel da Espanha
Durante a coletiva, Leavitt ressaltou que a administração Trump tem mantido contato direto com aliados globais e regionais para coordenar os esforços de guerra e a segurança de civis. A porta-voz confirmou que diversas nações estão contribuindo com suas capacidades de combate, citando especificamente que a Espanha concordou em apoiar os EUA nesta missão, unindo-se aos parceiros árabes e muçulmanos que buscam estabilidade no Oriente Médio.
“Muitos parceiros regionais estão contribuindo com suas capacidades de combate para proteger as bases americanas e garantir o sucesso desta missão justa”, observou.
Petróleo e a proteção do Estreito de Ormuz
Sobre os impactos econômicos da guerra, especialmente no que tange aos preços dos combustíveis, a Casa Branca assegurou que possui um plano para manter a estabilidade dos mercados.
Questionada sobre a segurança da navegação comercial na região, a porta-voz informou que o Departamento de Defesa e o Departamento de Energia estão calculando cronogramas para garantir o fluxo de energia global através de rotas estratégicas.
“Se e quando necessário, a Marinha dos Estados Unidos fornecerá assistência para escoltar navios petroleiros através do Estreito de Ormuz”, garantiu Leavitt.
Ela reiterou que a economia americana é robusta o suficiente para suportar os impactos temporários do conflito, enquanto a Marinha assegura que o setor petrolífero não sofra interrupções catastróficas.