Nesta semana, as atenções se voltam ao IPCA-15 de agosto.
O cenário econômico segue marcado por incerteza externa, volatilidade no petróleo e sinais de perda de ritmo da atividade brasileira, enquanto o mercado acompanha juros, câmbio e inflação. Segundo o Rabobank, a tensão entre Estados Unidos e Irã continua no radar após o anúncio de uma nova ofensiva econômica de Donald Trump contra Teerã e a sinalização de represálias a países que mantiverem relações comerciais com o Irã.
Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ampliou as operações de recompra de títulos com vencimentos de 10 a 30 anos para conter os custos de financiamento de longo prazo. O movimento pressionou o dólar ao menor nível em três meses e reduziu, por enquanto, os rendimentos mais longos. O petróleo Brent permanece volátil e se estabilizou acima de US$ 90.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a política monetária segue restritiva com foco no controle da inflação, e não no estímulo ao crescimento. O IBC-Br recuou 0,64% em junho ante maio, resultado próximo da projeção de queda de 0,7% do Rabobank e abaixo da expectativa de mercado, de 0,5%. Para a instituição, o indicador reforça uma perspectiva fraca para a atividade no restante do ano.
O dólar encerrou a semana anterior em R$ 5,1396, com valorização de 1,6% do real frente à moeda americana. O Rabobank projeta a cotação em R$ 5,35 no fim do ano, diante da expectativa de menor diferencial de juros, possível recuperação global do dólar e fragilidade fiscal em ano eleitoral.
Nesta semana, as atenções se voltam ao IPCA-15 de agosto, com expectativa de queda de 0,32% no mês e inflação anual de 4,33%. Também serão divulgados dados de arrecadação, conta corrente, investimento estrangeiro direto, desemprego, Caged, resultado primário e IGP-M.