Mulher havia sido presa com outras duas haitianas em Corumbá, que fica na fronteira do Brasil com a Bolívia, e morreu no pronto-socorro antes de passar pela audiência de custódia.
Uma haitiana de 28 anos que foi presa com documento de imigração falso morreu, na noite de segunda-feira (26), em Corumbá, município de Mato Grosso do Sul que fica na fronteira com a Bolívia. Ela passou mal e morreu no pronto-socorro antes de passar pela audiência de custódia.
A mulher foi presa com outras duas haitianas, na madrugada de sexta-feira (23), dentro de um ônibus que fazia a linha Corumbá-Campo Grande. Elas foram abordadas no posto de fiscalização Lampião Aceso. Policiais federais viram que as três estavam com documentos de permanência no Brasil falsificados. Ainda na sexta-feira, elas foram levadas para delegacia da Polícia Federal.
No sábado (24), a haitiana de 28 anos começou a reclamar de dores nas pernas, foi levada ao pronto-socorro da cidade, medicada e depois liberada com autorização dos médicos.
Na segunda-feira (26), no dia em que estava marcada a audiência de custódia, a haitiana voltou a se queixar de dores nas pernas e foi levada novamente para o pronto-socorro. No início da noite, o caso se agravou e ela morreu no hospital.
O corpo da haitiana foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Corumbá. A necropsia foi feita e o laudo apontou que uma embolia pulmonar causou a morte da estrangeira. O corpo foi liberado pelo IML e agora a Polícia Federal (PF) deve decidir o que fazer, se será enterrada em Corumbá ou devolvida para cidade de origem.
Isso porque, antes de morrer, a haitiana estava sob custódia da PF. As outras duas que também foram presas estão no presídio feminino da cidade.
Corumbá tem sido porta de entrada para estrangeiros, principalmente haitianos que, quando chegam ao Brasil, pedem refúgio. No começo de fevereiro, um grupo de haitianos teve a entrada no Brasil barrada por falta de documentação. Esses grupos de estrangeiros acabam sendo vítimas de atravessadores.
De acordo com a Pastoral da Imigração, o grupo de haitianos que estava em Corumbá seguiu viagem para os estados de Santa Catarina e São Paulo. Eles não receberam a autorização para ficar no Brasil como refugiados e receberam uma notificação da PF para deixar o país em 60 dias. Esse prazo estabelecido pela nova lei de imigração garante tempo aos estrangeiros tentarem junto aos consulados e embaixadas a permanência legal no país.
No dia 8 de fevereiro, um grupo que cobra de US$ 800 a US$ 1 mil para atravessar imigrante ilegalmente para o Brasil foi alvo de operação da PF em Corumbá.