Menino de 12 anos é a quarta criança morta por afogamento em Chapadão do Sul.

Família clama por justiça pela morte de criança arrastada pela enxurrada
Família pede Justiça pela morte de criança. / Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Com as feridas abertas pela dor da perda, a esteticista Fabiana Faustino Jara, 41 anos, e mais 200 pessoas realizaram no sábado (25) protesto pelo primeiro mês da morte de Guilherme Henrique de Oliveira Faustino, 12 anos, afogado em Chapadão do Sul a 331 quilômetros de Campo Grande.

Guilherme é a quarta criança que cai e morre na galeria de águas pluviais da cidade.

Amigos, familiares e até mãe solidárias com a dor de Fabiana se reuniram em carreata da Avenida Rio Grande do Norte até a praça de eventos para protestar contra a prefeitura da cidade pela morte do menino.

Segundo a mãe, as autoridades municipais usaram a morte da criança para aparecer na mídia, mas não deram apoio emocional e ignoram as solicitações de melhoria da galeria.

"A prefeitura não fez nada pela morte dele, saíram na mídia dizendo que nos deram apoio financeiro e emocional, tivemos que emitir nota para desmentir. O que fizeram na semana passada foi pagar os gastos com a funerária, mas apoio emocional nunca existiu", conta a mãe ao TopMídiaNews.

Segundo ela, foi solicitado a prefeitura que tomasse providências com a segurança da galeria de água, já que Guilherme é a quarta vítima de acidente, mas nenhuma resposta foi dada ao pedido.

"Por conta nos reunimos, e conseguimos que uma arquiteta doasse o projeto para fechar aquele espaço, realizamos um abaixo assinado e prefeitura entraria com a mão de obra, mas não foi dado uma resposta sobre. Tento contato direto no gabinete, e falar com a primeira dama, mas me ignoram", lamenta.

Fabiana quer uma resposta de melhoria para que uma quinta criança não morra e vire mais uma estatística na cidade.

"Vamos lutar por justiça, a morte do meu filho não passará, não podemos perder mais pessoas ali", continua.

Guilherme estava com um amigo quando a força da água da chuva levou o chinelo dele a galeria. O menino tentou recuperar o pertence caiu e foi arrastado por cerca de  1.500 metros e caiu em uma galeria de águas pluviais.

Populares saíram em socorro e percorreram o trajeto e encontraram o corpo. Guilherme foi encontrado ainda com vida, porém mesmo com o esforço da equipe do Corpo de Bombeiros ele não resistiu.