Ano passado, o total de 21 pessoas aguardavam na fila em Campo Grande.

Falta de aparelho deixa pessoas cegas e vira investigação em MS
Pacientes sofreram por meses na fila sem a cirurgia. / Foto: Ilustração/ Reprodução Jornal TV

O Ministério Público de MS abriu inquérito civil para apurar quais medidas o município de Campo Grande e o Estado tomaram para atender os pacientes que aguardam na fila de cirurgias para não perder a visão. A cirurgia chamada vitrectomia não estava sendo realizada pela falta do aparelho na Santa Casa de Campo Grande.

A falta do aparelho acarretou em morosidade no atendimento em pacientes com glaucoma, catarata, retina, ou qualquer outra doença visual para as quais tenha sido indicada a cirurgia de vitrectomia.

Segundo o Diário Oficial do MPMS, a 32ª Promotoria de Justiça e Cidadania por meio da promotora Daniella Costa da Silva, está a cargo de verificar as medidas adotadas para reduzir a demanda reprimida para a cirurgia de Vitrectomia.

Segundo o inquérito, a Santa Casa informou ao MPMS que o aparelho antigo estava quebrado e apresentando problemas, por isso houve pedido de nova máquina, porém, não houve a entrega imediata.  A Santa Casa informou que fez solicitação à Secretaria Municipal de Saúde, a fim de que providenciasse a transferência dos pacientes que necessitassem utilizar o equipamento, para outras instituições hospitalares.

Na ocasião, em outubro de 2022, o total de 21 pessoas aguardavam na fila da Santa Casa, com sérios riscos de perder a visão pela falta do aparelho.

A direção do Hospital enviou ofício ao ex-secretário José Mauro Filho sobre a situação.

Nisso, alguns pacientes foram transferidos e a diretoria do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian emprestou o aparelho Vitreófago ao Hospital Santa Casa.

Em 19 de novembro de 2022, o MP instaurou notícia de fato e apurou existirem pacientes aguardando a cirurgia realizada pelo aparelho desde 2017. Lembrando que em vários casos pode ocorrer a cegueira completa da parte afetada, tornando o processo de recuperação irreversível.

O que diz a Sesau?

O MP deu prazo de 20 dias para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), para que tome ciência do inquérito e esclareça qual procedimento vem sendo adotado na prestação do serviço de saúde pública, quanto ao atendimento aos pacientes portadores de doenças visuais.

O que diz a SES

O mesmo prazo de 20 dias foi dado a SES (Secretaria de Estado de Saúde), com os mesmos questionamentos.

A redação solicitou nota retorno a assessoria de comunicação de ambas secretarias e assim que derem retorno serão inseridas no texto.