Presidente, porém, se comprometeu a divulgar propostas detalhadas sobre as contas públicas.
No jantar com banqueiros, promovido na noite de segunda-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou da cobrança do mercado financeiro sobre a gestão das contas públicas.
Segundo relatos feitos à CNN, o petista afirmou que tem consciência do aumento da dívida pública, mas que, ainda assim, tenta manter a inflação dentro da meta e persegue um superávit primário.
O petista ainda se comprometeu a divulgar de maneira detalhada as suas propostas econômicas e salientou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem ajudado na elaboração do plano de governo.
Conforme apurou a CNN, Lula foi cobrado pelo segmento financeiro a promover um equilíbrio fiscal e a criar condições para a redução da taxa de juros.
O presidente pediu ajuda para que os empresários presentes convençam agentes econômicos a acreditarem que um eventual novo governo será responsável.
O chefe do Executivo salientou que há um pessimismo sobre a sua gestão que, na visão do petista, seria exagerado por parte da Faria Lima.
Também disse acreditar que a relação do Brasil com os Estados Unidos deve melhorar após as eleições. Para ele, a postura do governo americano está contaminada pelo período eleitoral.
Como a CNN mostrou, o jantar na residência presidencial começou por volta das 20h e terminou às 22h40. Ao todo, 25 pessoas participaram do encontro, sendo 16 representantes do setor privado.
Lula fez uma breve fala inaugural no jantar. Na sequência, foi aberta a palavra a todos os empresários e autoridades presentes — enquanto as refeições eram servidas. O mandatário voltou a discursar no encerramento da reunião.
Os temas principais foram o cenário fiscal e o patamar dos juros no país. Os presentes descreveram cenários setoriais e trocaram percepções sobre a atividade.
Lula ainda avalia promover uma "conferência" com 200 executivos e investidores em São Paulo em setembro. A organização envolve o grupo Prerrogativas, do advogado Marco Aurélio de Carvalho, e o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa.