A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), mobilizou aeronaves e equipes médicas entre os dias 26 e 27 de fevereiro para salvar duas vidas em áreas de difícil acesso no Pantanal.

Em 24 horas: Marinha faz dois resgates aéreos no Pantanal do Paiaguás
Idoso sendo resgatado por aeronave da Marinha do Brasil. / Foto: MB

As ações de Evacuação Aeromédica (EVAM) foram realizadas em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS).

A distância e a impossibilidade de acesso terrestre tornaram o uso de helicópteros indispensável. As duas ocorrências somaram mais de 270 km de deslocamento a partir da base em Ladário:

Jovem de 23 anos (Fazenda Aguapé): Na quinta-feira, 26, a paciente foi socorrida com fortes dores abdominais e dificuldade de locomoção. A localidade fica a 145 km de Ladário.

Idoso de 60 anos: Na tarde de ontem, 27, um senhor que sofreu uma queda de cavalo foi resgatado a 130 km da base, relatando dores intensas no tórax.

Tecnologia e Especialização: O papel do EsqdHU-61

As missões foram executadas pelo 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Oeste (EsqdHU-61). Para garantir a segurança dos pacientes durante o voo, os deslocamentos contaram com o acompanhamento direto de um médico do Hospital Naval de Ladário (HNLa).

Ao pousarem na sede do esquadrão, os pacientes foram imediatamente transferidos para ambulâncias do Corpo de Bombeiros, que realizaram o transporte final até a Santa Casa de Corumbá.

Como funciona a Evacuação Aeromédica (EVAM) no Pantanal?

A Marinha do Brasil ressalta que o emprego de helicópteros para resgate é uma ação de cooperação eventual com o Corpo de Bombeiros, voltada especificamente para casos de comprovada emergência onde o acesso terrestre é inviável.

O sucesso de um voo de resgate depende de fatores críticos, como:

Condições meteorológicas favoráveis;
Período diurno (luz solar);
Disponibilidade e autonomia da aeronave conforme a distância do sinistro.
Essa integração entre as Forças Armadas e órgãos de segurança pública é fundamental para a manutenção da saúde das populações ribeirinhas e pantaneiras em Mato Grosso do Sul.