Duplicação do macroanel esbarra em burocracia e deve ficar para 2017
Trecho na saída para o Residencial Dhama deve receber ponto de acesso, conforme sugerido em estudo do Planurb.

As obras de duplicação do trecho de 25 quilômetros da BR-163, que corta Campo Grande, ligando as saídas de Cuiabá e São Paulo, devem ser iniciadas somente em 2017, em decorrência da morosidade na análise de mudanças a serem feitas e avalizadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e licença ambiental. A falta de informação do projeto executivo e as intervenções de segurança na pista têm causado preocupação nos comerciantes e empresários da região, que empregam cerca de 15 mil pessoas.

A situação motivou denúncia feita ao MPE (Ministério Público Estadual), que instaurou procedimento administrativo nesta semana para apurar a inércia da empresa CCR MS Vias, responsável pela duplicação da rodovia no Estado, quanto às adequações que devem ser realizadas na rodovia.

Originalmente estão previstos pontos de acesso em frente ao shopping Bosque dois Ipês, na saída para Cuiabá, um na saída para Três Lagoas, um terceiro na MS-040 e o último na saída para São Paulo. Com os estudos da Seintrha, foi detectada a necessidade de pontos na região do Parque Bálsamo, avenida Guaicurus, Uniderp Agrárias, Taquaral, entrada e saída para o Residencial Dhama e no encontro com o anel Norte, saída para Rochedo.

Diferente disso, o Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) e a Seinthra (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) realizaram estudos e detectaram que serão necessários mais seis pontos para facilitar as transposições na via, passando para dez alças e mais um ponto de transposição no Distrito de Anhanduí.

De acordo com o diretor-presidente do Instituto, Dirceu Peters, foi detectada a necessidade de pontos na região do Parque Bálsamo, avenida Guaicurus, Uniderp Agrárias, Taquaral, entrada e saída para o Residencial Dhama e no encontro com o anel Norte, saída para Rochedo. Também haverá necessidade de mais um ponto de transposição em Anhanduí, onde está prevista a implantação de apenas uma alça de acesso.

Para concretizar o projeto do Planurb, são estimados investimentos de R$ 350 milhões nas intervenções seguindo o projeto do Instituto Municipal.